Domingo, Março 01, 2009

The End

Fiz algumas coisas interessantes essa semana. Aliás, fiz algumas coisas interessantes esse ano. E diariamente converso comigo mesma, ensaiando textos internamente rascunhados, dialogados na mente no tempo real dos acontecimentos, o que me deixa a um passo da loucura, onde tudo pode virar um texto, tudo pode virar um post, tudo pode virar um roteiro, tudo pode. Tudo.

O que não pode é eu continuar me sentindo nessa obrigação como às vezes me sinto. De assistir a um filme e ter que dar minhas impressões. De ouvir uma conversa na rua e imaginá-la formatada aqui. De descobrir um novo som e querer compartilhar. De transformar tudo o que eu penso ou sinto em uma combinação de palavras que porventura alguém tenha interesse em ler.

Hora de dar um tempo nessa necessidade louca de escrever. Hora de chamar todas essas personagens aí pra uma conversa de verdade e decidir quem é que deve tomar as rédeas. Aliás, hora de fundí-las em uma só. De carne e osso e nome esquisito. Hora de reencontrar aquela Lucieide da qual eu sinto saudades (e que vocês, talvez, nem tenham conhecido...).


[sem previsão de novos posts]

Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009

Na Natureza Selvagem (Into the Wild. EUA, 2007.Dir.: Sean Penn. 140min)

Não me lembro ao certo há quanto tempo eu estava com esse DVD em casa. E nem por que demorei tanto para assisti-lo. Havia dias em que prevalecia a falta de tempo. Em outros, era eu querendo ver qualquer comédia romântica que me fizesse rir de mim mesma. E Into the Wild ia ficando lá, assim, em stand by, à espera do dia em que eu estivesse de bem com o mundo e comigo mesma.

Sábado passado foi esse tal dia. Mas acho que ainda não era o momento certo: talvez eu estivesse bem demais pra me deixar envolver pela carga dramática que a história (real!) carrega e que eu fui deixando passar batido.



Não que não seja comovente ver um garoto lindo e rico abandonar sua vidinha burguesa e cercada de hipocrisias e partir em busca do ’seu eu’ lá no Alasca! (se preferir ler uma sinopse decente, clique aqui). Mas o filme em si, a meu ver, não passou de mais um road movie no qual o personagem viaja por cenários incríveis, conhece pessoas idem, aprende algumas coisas com elas e segue seu caminho, solitário, até o fim.

Ok, Into the Wild tem seus méritos, sim, e não posso deixar de recomendá-lo. Como se já não bastasse uma excelente
trilha sonora, a direção e a montagem parecem ter caminhado juntas o tempo todo. Talvez esteja aí a razão da minha aparente indiferença ao drama de Chris: o filme é leve e a história ganha ares de poesia pura. Em alguns momentos me peguei relembrando ‘Beleza Roubada‘, do Bertolucci, onde também há textos e pensamentos sendo transcritos por sobre as imagens, no tempo real da narração. Lindo!

Falando em textos, o filme só foi possível por conta das anotações diárias de Chris. São elas que fazem Into the Wild ser do jeito que é: tão sob a ótica do personagem. Eu sempre digo que escrever transforma a gente em terceira pessoa. O que dizer então quando essa terceira pessoa pertence ao plural, onde estamos nós, milhares de espectadores. Bendito seja quem não se esquece de lápis e papel na bagagem de uma jornada sem previsão de fim!

E bendito seja você que vai ignorar minha eventual falta de sensibilidade (risos) e mergulhar, você mesmo, nessa busca pelo seu ‘eu’. Into the wild é daqueles filmes que, de tão particular, pode te tocar de várias formas, de vários jeitos. Basta querer assisti-lo. Fica a dica!

*(escrito em 26/01/09)

Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

To be continued...

Ok, conforme prometido, aqui estou para a retrospectiva 2008!

Bom, 2008 foi um ano... Ah, quer saber? Não quero falar de 2008. Não quero fazer retrospectiva. Não quero cumprir promessa nenhuma que tenha feito por aqui (aliás, prometam não me deixar prometer mais nada aqui no blog?). Pôxa, eu nunca cumpro! Não que eu espere que vocês ainda estejam aguardando a tal ‘Retrospectiva 2008’ ou os outros 24 (ou 25?) posts restantes da série ’30 anos em 30 dias’. Aliás, não quero que esperem nada.

Porque enquanto eu fico nessas de ‘preciso atualizar isso antes de escrever aquilo’, vou deixando passar um monte de coisas que se rascunham na minha mente de súbito e que se vão com a mesma agilidade. Coisas da idade...Falando em idade, não bastassem os fios brancos na cabeleira, ontem descobri um pêlo branco na sobrancelha!!! OH, MY GOD!!! Se aparecer em outros lugares, podeixá: vocês ficarão sabendo na minha carta deixada antes do suicídio! (rs...)

Falando em suicídio, aluguei alguns filmes nestes dias à toa. Queria falar sobre todos eles de um jeito decente, postando fotenha e tal... Blah!!! Sem promessas, sem nada que emperre o post. Vai ser no ‘pá-pum’ mesmo!

Então, há tempos queria ver Número 23 [The number 23 . EUA, 2007. Dir.: Joel Schumacher], com o Jim Carrey. Bom, é o primeiro filme (leiam bem, o primeiro filme!) em que não o vejo fazer careta ou dar um sorriso caricato. Mas não vou aqui ficar falando da atuação dele e tal. Diria apenas que é um filme bom, na medida pra quem gosta de suspense e de ficar bancando o detetive enquanto assiste (confesso que o final que eu imaginei era muuuuuito mais legal, rs). Ah, e fica a dica (SPOILER): qualquer semelhança com O Operário, Janela Secreta ou Clube da Luta, deve ser coisa da minha cabeça! :-)

Falando em Clube da Luta [Fight Club. EUA, 1999. Dir.: David Fincher. 140 min], confesso que é bem diferente do que eu imaginava, mas ainda assim, interessante. É um filme que, dado o enredo, te deixa pensando sobre um monte de coisas óbvias (a sociedade, o consumismo, os instintos humanos... e blábláblá). O que acaba roubando a cena, ou melhor, algumas delas, são os frames ‘largados’ em algumas sequências: imagens avermelhadas que parecem cortes e/ou interferências, ocupando frações de segundos. Eu já tinha ouvido falar, mas só me lembrei disso quando percebi a primeira. Se for assistir, fique bem atento à cena final e depois me conta (se você já viu, sabe exatamente do que tô falando, não sabe? Hehe...). SPOILERzinho básico: além dos filmes já citados, ele também me lembrou O Sexto Sentido (sabe, quando acaba e você quer assistir de novo só pra prestar atenção nos detalhes desde o começo?). Agora, comentário de menina: nesse filme o Edward Norton tá dando de 10 a 0 no Brad Pitt!!

Por falar em menina, assisti Maus Hábitos [Malos Hábitos. México, 2007. Dir.: Simón Bross. 103 min]. Vi na prateleira e achei que fosse o ótimo 'almodóvariano' e, ainda que não fosse, resolvi arriscar. Jesus! É o tipo do filme ‘didático’, pra apresentar na escola em palestras para adolescentes ou trabalhos de faculdade, sei lá. É meio perturbador ver até onde as pessoas são capazes de ir pela fé ou pela busca do corpo ‘ideal’, além do quanto podem ser capazes de transferir suas angústias para quem não tem nada a ver com seus problemas... Anyway, assista quando estiver morrendo de tédio, preferencialmente numa tarde chuvosa (chuva, aliás, que não deu trégua no set).

Falando em set, vamos para uma ilha grega? Meeeeeeu, o que é aquele filme Mamma Mia!!![Mamma Mia. EUA / Alemanha / Inglaterra, 2008. Dir.: Phyllida Lloyd. 108 minutos] Tá, ok, eu curto ABBA (e Gloria Gaynor e Scissor Sisters e tenho uma alma gay assumidíssima!, rs), mas o filme é lindo: fotografia, luz, direção de arte, figurino (...) e direção de atores. Caracas, todo mundo canta de verdade! (ó
óóbvio que eu ainda assisti a todos os extras a que tinha direito). A Meryl Streep está ótima: consegue emprestar sua ‘veia dramática’ à personagem mesmo tratando-se de um musical ‘leve’, cômico. E falando em drama (papo de meninas) o que é o Pierce Brosnan cantando S.O.S.? Ai, ai... Ok, tirando suspiros e ‘guti-gutices’, o filme me ajudou a entender o porquê de eu não gostar de musicais: é porque não conheço as músicas! Hahahahahah... Sério, odeio (sim, odeeeeeeioooo!!) musicais porque do nada um texto começa a virar música e aquele lance ‘somos todos felizes’ ou ‘eu canto a minha dor’ me irrita profundamente, sei lá por quê. Mas no caso de Mamma Mia, foi o contrário: as músicas que eu já conhecia e curtia e cantava, foram inseridas num ‘contexto de texto’, fazendo-me percebê-las diferentes, inclusive. Por exemplo, nunca tinha prestado muita atenção no quão ‘doída’ The Winner Takes It All é. Tá, confesso, chorei, enfim...

E 'enfim' eu assisti O casamento do meu melhor amigo [My Best Friend's Wedding. EUA, 1997. Dir.: P.J. Hogan. 105 min], com Julia Roberts. Pois é, não deveria dizer, mas é que eu odeio me identificar com personagens de filmes. Principalmente quando elas são patéticas (e elas sempre são). E pior ainda quando trata-se de comédia romântica. E o mais absurdo: quando um filme idiota te dá um ‘tipáf’ na cara mais forte do que os que seu melhor-amigo-do-mundo-inteiro (que também está lá no filme) já te deu. Mas a julgar pelo final, é digno de entrar pra minha lista de romances preferidos, onde já estavam Doce Novembro, Encontros e Desencontros, Closer, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças... (e tire suas conclusões).

E eu concluo com uma frase ouvida numa dessas noites em que todos estão com suas máscaras e fantasias, mas você opta por ser transparente como o rótulo de uma Heineken: ‘Tudo pode acontecer, inclusive nada’. Talvez vire frase de cabeceira. E falando em cabeceira, tô indo dormir.

Beijo!

Quarta-feira, Dezembro 31, 2008

Deixei pro ano que vem

Todo ano é igual: deixo pra fechar todas as minhas pendências nos últimos dois dias. Posso dizer que resolvi uns 50% delas, o que me deixa satisfeita, mas não de todo.

Afinal, ainda não devolvi aqueles dois livros que peguei emprestados há alguns anos (!) e que fazem companhia para uns outros dois ganhos e também não lidos. Todos eles lado a lado com DVDs comprados e ainda não assistidos.

Os CDs alheios foram devolvidos. Os meus, organizados. E as roupas para doação, separadas. O mesmo não aconteceu com os sapatos... Mas arrumei gavetas e agendas, embora ainda precise dar um jeito nas coisas da faculdade. Na verdade, me refiro a toda aquela papelada, porque os arquivos virtuais estão de dar orgulho!

Organizei minhas fotos e postei algumas no Orkut. Mas ainda falta ‘democratizar’ disponibilizando tudo num Flickr, Picasa ou afins. E ainda não deu pra digitalizar tantas outras espalhadas em álbuns por toda a parte.

Limpei o que pude da caixa de emails e os indeletáveis foram devidamente distribuídos em pastas, assim como os rascunhos de textos com potencial para virar post. Atualizei o blog e, finalmente, escrevi o texto de estréia para a minha coluna no Trilha (mas já adianto que ainda não consegui postá-lo por lá).

Resolvi pendências em banco e paguei todas as minhas contas. Mas ainda não fiz as contas. Planejei uma viagem de férias na semana que vem, mas não o reveillon que acontece hoje. E ainda não fiz minha unha e não sei o que vestir. Sei com quem estarei, mas não tenho muita idéia de pra onde vou.

E o tradicional ‘post-retrospectiva’ que eu pretendia escrever quando me sentei aqui, acaba de entrar para a lista de pendências do ano que vem...

Que em 2009 você gaste muitas canetas ‘ticando’ todas as suas pendências, sem deixar nada pra depois. E se deixar (e vai deixar!), que você sempre se encontre no meio da sua bagunça.

FELIZ ANO NOVO!!!

Terça-feira, Dezembro 30, 2008

Fechando o tal do ciclo vicioso

Numa de nossas últimas conversas ele definiu meu sentimento como ‘doença’, uma vez que esse havia ‘destruído’ a nossa relação e ele sentia que estava me ‘perdendo’. Isso martelou na minha cabeça por algum tempo, até eu chegar à conclusão de que amar não é doença: é vício.

A doença geralmente surge dentro de você e se apossa do seu organismo de forma involuntária. Já o vício, eu diria que é o seu desejo totalmente voluntário de apossar-se daquilo que, relativamente, você não pode (ou não deveria querer) ter.

Quando se está doente, ingere-se remédios, tem-se controle, pode-se chegar à cura. Quando se é viciado, sobra aquele papo de ‘força interior’, ‘só depende de você’, ‘te vira negão’. Doente quer quarto arejado. Viciado se tranca em quarto escuro.

Doente recebe visitas, recebe carinho e tem toda a atenção do mundo! Já o viciado, coitado, haja paciência para continuar ouvindo à sua mesma ladainha...

Uma vez curado, você não deseja ter a doença de volta. Mas uma vez abstinente, você não consegue pensar em outra coisa senão em seu vício.

E daí que eu nunca estive doente. Mas em compensação, me descobri viciada: em inteligência, companhia agradável e risada gostosa. Viciada em ‘brainstorms emeésseênicos’ e pedidos de ajuda fora de hora. Viciada em críticas construtivas e em conversa fiada. Em idas à Fnac para passar o tempo. E em dicas. E em bandas novas. E em insights. Viciada no ombro pra chorar pitangas e despejar crises existenciais. E no resto do corpo pra sair dançando junto onde quer que a música começasse a tocar.

Reconhecer o ‘vício’ talvez seja um passo importante. E vale considerar também que já há algum tempo eu venho me forçando à abstinência. Mas o mais difícil para um viciado é conseguir se livrar dos seus ‘fornecedores’, que no meu caso atendem pelos codinomes Memória, Lembrança e Saudade.

Nos últimos dias, fazendo a habitual faxina de fim de ano em gavetas, armários e arquivos no computador, me deparei com um verdadeiro arsenal oferecido por esses aliciadores: de textos a ilustrações, de fotografias a ingressos de cinema, de emails a CDs. “Artigos de primeira”, dizia o Lembrança. “Nem precisa puxar muito”, ouvi do Memória. “Doses pequenas são o suficiente para causar”, completou o Saudade.

E foi chegando nesse quase ponto de ‘overdose’ que eu decidi: não vou mais desejar ser a
Clementine do Kaufman! Não quero me esquecer da existência da pessoa, uma vez que é o sentimento que me entorpece. Tudo bem que acabamos por nos excluir, gradativamente, da vida um do outro. Mas no fundo, nos sabemos ‘indeletáveis’: a gente sempre é o que é por conta de quem cruzou a nossa trajetória.

Sendo assim, por mais que eu tente me manter ‘limpa’, haverá sempre um encontro onde vão me perguntar dele, haverá sempre a necessidade de citá-lo ao contar uma história ocorrida nos últimos 5 ou 6 anos e haverá sempre a vontade de ligar pra contar sobre algo bacana que me aconteceu. Aliás, haverá sempre uma música pra me fazer lembrar do que quer que seja.

E haverá sempre os aniversários, os natais e as viradas de ano. E com estas, a lembrança de uma conversa sincera, sentados numa escada, finalizada com um abraço apertado e selado pela promessa de uma amizade eterna. Ok. Hora de parar com as drogas. Hora de parar com esse assunto. Hora de fechar o ciclo.

Um FELIZ ANO NOVO pra ele, um FELIZ ANO NOVO pra você. E um 2009 inteirinho pra eu cuidar bem de mim! :-)

Sábado, Novembro 29, 2008

"Eu quero é viver em paz..."

Sábado à noite e eu aqui, organizando a caixa de emails. Ou melhor, fingindo organizá-los. Porque a maior parte destas últimas quatro horas e tantos minutos em que estive conectada, não cheguei a ir muito além de reler os emails antigos, nessa minha necessidade absurda de mergulhar em nostalgia à procura dos sentimentos perdidos.

Fuço orkuts alheios, 'scrapo' desejos de felicidades aos aniversariantes do dia, respondo aos recados dos poucos que me visitaram. E os deleto todos, voltando a me ver lá, na página, sozinha, no virtual reflexo da minha realidade: 'Nenhum recado seu' é o que digo aos visitantes, exibindo uma foto elogiada. E permaneço sem nenhuma notícia sua.

Dou uma olhadela nas twittadas dos últimos minutos e me descubro bodeada de tal ferramenta. Abro meu blog e vou aos links, à procura da leitura que irá me distrair por horas, minutos, que seja, desde que por esse mesmo instante de tempo eu possa me esquecer de que você existe. Nessa varredura, faço vista grossa para os nossos projetos abandonados. Resisto, juro que não 'clicko'.

Leio os textos de
Tati Bernardi e penso no quanto ela se expõe! E, como se meu pai pudesse ouvir esse meu monólogo interior, ouço sua voz me repreendendo com piada 'Macaco não vê o rabo mesmo!'. E assim vou eu, de blog em blog, chegando, novamente, em Para Francisco. Me entorpeço destas angústias e sofrimentos alheios e me questiono: vale mesmo à pena ter para depois perder? E eu mesma me respondo: haja dor-de-cotovelo por ter perdido quem você nunca teve, não é mesmo?

Com vergonha de mim, penso em abrir um word. Penso em rascunhar uma carta. Na verdade um cartão, aquele, ainda, que não foi entregue a você em data devida. Penso em eliminar esse 'pop up' que permanece piscando entre a gente e que muito me incomoda. O ano está acabando, meu aniversário está chegando e eu não quero esse tipo de pendência. Ando cansada de lacunas e, digamos, intolerável às reticências.

E eu não te liguei pra contar que fui àquela pré-estréia em que o Scandurra sorriu pra mim. E eu nem te disse que sambei a noite toda fingindo conhecer o que cantava Fabiana Cozza. E você não faz idéia da falta que eu senti da sua risada por lá. E eu nem sei o que fazer com o presente que eu te comprei. E que ainda está aqui. E que me faz ir à caixa de emails à procura de sentimentos perdidos: onde é que foi parar a minha espontaneidade?

Quinta-feira, Novembro 27, 2008

Pirataria Humana

(...)

- Então, eu topei com ele na escada hoje.
- E daí?
- Como e daí? Daí que ele é a sua cara! E isso me perturba, muito.
- Ué, eu te avisei... - risos. Mas e aí, o que tem de mais nisso?
- Ah, sei lá, é meio bizarro: ele é a sua cara, só que ele é feio!
- ...

(...)

(DE CONTA, Faz. "Conversas Internas". São Paulo: Editora Saudade, 2008. pág.2)


Domingo, Novembro 23, 2008

Cissa Guimarães diz: 'Direto, do túnel, do tempo"

Poesia é o que eu queria escrever

Mas me falta inspiração, me falta você.
Me falta o amor que sempre esteve em falta,
de tanta falta que sempre senti de você.

Me falta aquela angústia, ardida no peito,
por não ver jeito de te esquecer.
Me falta a falta de ar que já não sinto,
me falta a incerteza de não saber se minto,
ao dizer que já não amo você.

Me falta a falta que você me faz,
me falta a dor que a tua indiferença traz.
Mas poesia é o que eu queria escrever.


(Encontrado em meio às agendas da década de 90. Eu devia ter uns 15 anos. Sem comentários.)

Quinta-feira, Novembro 20, 2008

Enquanto isso, numa rodada de sinuca...

Ele (risos): Ah, já que é assim, também quero ser café-com-leite.
Ela (ofendida): Ei, eu não sou café-com-leite!

E o taco 'flupt!', não encontra a bola branca.
E a bola branca faz a volta olímpica na mesa sem tocar em nenhuma outra.
E a bola branca encaçapa a bola 1.

Ela: Tá bom, vai. Mas me chama de capuccino que é mais chique.

Quinta-feira, Novembro 13, 2008

Mal educada: eu ou ele?

Entrei na lotação e fiz aquela 'varredura' pra escolher ao lado de quem eu me sentaria (me lembrem de escrever sobre isso?). Daí que escolhi um moleque com cara de nerd.

Com meu chocolate na mão, pronto para ser devorado, pensei:
"Será que devo oferecer pro cara ao meu lado?" Etiquetamente falando, eu nunca soube o que fazer nessas situações. Mas enfim, eu só precisava comer uma barra de Batom inteira
!

Peguei um tímido pedaço, guardei o restante na mochila e pensei
"Daqui a pouco a gente conversa, chocolate!
". Mas daí que o cara começou a cantar a música que tava ouvindo no fone dele. E aquilo foi me irritando, irritando, irritando.

Abri a mochila. Peguei meu fone. Liguei meu iPobre. Selecionei
The Smiths. E peguei a barra de chocolate e a comi inteira
. Com gosto, sem culpa, sem pensar em oferecer.

Pô, moleque! Tá me tirando?!?!
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Quarta-feira, Novembro 12, 2008

30ANOS-EM-30DIAS [4]: Uma coisa puxa a outra e outra...

(Só um parêntese: onde é que eu tava com a cabeça quando me lancei a esta idéia de escrever um post por dia até o meu aniversário?!?!?! Cara, que coisa chata! Ok, é uma delícia ficar puxando pela memória e ver fatos e 'epsódios' saltando à mente e trazendo sensações diversas! Mas transformar essas sensações em texto, quando vira obrigação, também vira um porre! Acho que vou deixar a tepeêmica escrever o resto dos posts...rs)

Aos quatro anos de idade eu era leitora de gibis, irmã coruja e odiava faz-de-conta.

Minha mãe conta que certa vez (nossa, acabo de me dar conta de que tenho mais memória das histórias contadas pela minha mãe do que dos fatos em si, rs) ela precisava ir ao açougue, a cerca de um quarteirão dali. Como minha irmã dormia, ela resolveu me deixar 'tomando conta' da Lu (eita irresponsabilidade!) e foi até lá fazer o que não levaria mais do que 10 ou 15 minutos. Mas o tempo fechou e um toró caiu sobre a cidade, repentinamente, com direito a raios e trovões, obrigando-a a voltar de lá
correndo, em meio à tempestade, enquanto, arrependida, pensava "Meu Deus, a Cieide deve estar desesperada!".

Ao chegar em casa, encharcada e ofegante, correu pro quarto e a cena que encontrou foi a de uma garotinha debruçada sobre um bebê de pouco mais de 1 ano, que sequer chorava, porque tinha seus olhos atentos para a historinha que a irmã mais velha lhe contava, protegendo-a do som dos trovões.

(...)

Era o meu pai quem me trazia os gibis. Turma da Mônica, preferencialmente (provavelmente porque eram os preferidos da minha mãe). Só que eu os lia de uma maneira muito particular, na vertical, o que provavelmente tirava o sentido de muitas das histórias que eu já havia lido. Mas numa dessas vezes a coisa deve ter ficado muito surreal, a ponto de eu ir até a minha mãe e admitir: "Não entendi essa história! Explica pra mim?". E como é conversando que a gente se entende, devo ter dito a ela como havia lido e neste dia aprendi que a leitura se dava na horizontal. Pobrezinha...

(...)

Quando não estava lendo, estava desenhando ou montando quebra-cabeças. Sim, fui uma criança estranha. Mesmo sem usar óculos, eu devia ter uma puta cara de nerd.

Não era muito de brincar de 'faz-de-conta'. Não gostava de fazer comidinha 'de mentirinha'. Pra mim as coisas tinham que ser reais. Nada de fingir tomar café naquelas xicarazinhas de plástico: eu enchia a paciência da minha mãe até que ela enchesse as xícaras com coca-cola!

(...)

Também foi nessa época que meu 'gosto peculiar' para me vestir começou a ficar aguçado. Então, todas as vezes em que saíamos para comprar roupas, era uma tortura para minha mãe.

Eu não queria os vestidos, nem os babados. E enquanto ela queria que eu comprasse uma jardineira 'meiga', eu quis a saia jeans com detalhes em couro vermelho. Enquanto ela queria que eu comprasse o conjunto com saia rodada, eu quis o de bermuda lá no meio da canela. Não que eu fizesse o estilo 'menino': eu só não queria era usar aqueles frufrus estilo 'boneca' que ela insistia em querer que eu fosse.

No casamento da prima dela, comprou-me um macacão azul marinho lindo! (exclamação que só faz sentido hoje), mas que eu simplesmente o-di-a-va. Ele tinha um monte de babados e laços, não era o tipo de roupa 'prática' que eu curtia usar. Mas enfim, naquele dia, ou eu o vestia, ou levaria uma surra. Porque ao casamento, teria que ir de qualquer jeito.

Infelizmente não temos essas fotos, que constam apenas do álbum da minha tia, mas em todas elas apareço emburrada, o que, aliás, não era nenhuma novidade: eu também odiava tirar fotos!
(Naquela foto com meu pai, por exemplo, eu havia 'fugido' enquanto ele chamava o fotógrafo. Então corri pro lugar errado, me vendo encurralada bem ali, diante da fonte da Praça da Sé. Ele então se aproveitou desse momento, o que justifica minha cara de choro).

Nossa, me lembrei de outra coisa: neste mesmo casamento, eu tava com meus dentes da frente 'amolecidos' porque no dia anterior, meu tio (aquele irmão mais novo do meu pai, citado no
post 1) havia me assustado colocando uma máscara de diabo (fantasia que ele usaria no Carnaval), pegando-me de surpresa e fazendo-me cair de boca nos degraus que levavam ao quarto. Cretino!

(...)

Embora não me lembre, sei que foi nessa época que fiz minha primeira viagem 'interestadual' (fomos ao Ceará). No entanto, isso me faz lembrar de outra viagem: uma excursão para São Roque, na qual acordamos por volta das 4hs da manhã para pegar o ônibus. E eu, mesmo sonolenta, carregava uma interrogação na testa: como era possível a gente ter dormido, mas acordado ainda 'de noite'?!?!?

Tenho uma vaga lembrança de barracas com garrafas penduradas por todos os lugares (ah, se fosse hoje! rs), além de ter voltado para casa com um carrinho de bonecas feito de palha. Lindo!

(...)

Se não me engano, também foi nesse ano que o Gugu estreiou seu 'Viva a Noite!' (Viva! Viva! Viva!) e também que surgiram os meninos do Menudo, e...

Ah, mas vou deixar isso pro outro post, ok? =)

Terça-feira, Novembro 11, 2008

30ANOS-EM-30DIAS [3]: Necessidade de aprender

Quando penso nos meus três anos de idade nada me marca mais do que o fato de ter aprendido a ler e a escrever neste período.

Não me lembro ao certo de como tudo começou, se por iniciativa minha ou da minha mãe. Mas consigo me lembrar perfeitamente de uma tarde de sol em que estávamos na casa da minha avó, quando fui até minha mãe, munida de caderno e lápis:

- Mãe, me ensina a ler de novo?
- Mas você já sabe ler! Não tem como aprender de novo...
- Mesmo assim, me ensina?

Na verdade o que eu queria era sentir, mais uma vez, a intensidade daquela sensação de descoberta do novo, do sentir-se capaz de algo que enche o peito de orgulho.

Sabendo que de nada adiantaria insistir no contrário, minha mãe começou a me 'ensinar' novamente a juntar as letras: "b+a igual a...", "l+a igual a..." e eu completando "ba", "la", sem fazer esforço. Foi então que percebi que aquilo não tinha mais graça. De fato, não havia como eu aprender o que eu já sabia.

Então, peguei meu caderninho e fui lá pra fora, desenhar. Frustrada.

Segunda-feira, Novembro 10, 2008

30ANOS-EM-30DIAS [2]: Perdi meu reinado!

Minha primeira festa de aniversário aconteceu para comemorar meus dois anos de idade porque, segundo minha mãe, eu 'já entendia'.

As fotos daquele dia exibem uma Lucieide de cabelos 'quase loiros' e encaracolados, dançando animadamente o
hit do momento: dá-lhe Gretchen nas paradas de sucesso!

Diz minha mãe que nessa época eu passava as tardes cantarolando (ou ao menos tentando cantar) uma música da Nikka Costa, '
On my Own'. Só não entendo como, fazendo isso aos dois anos, meu inglês de hoje ainda não é fluente. Anyway...

E eu não só 'falava' outra língua, como também era muito linguaruda: cheguei a difamar uma vizinha que se esqueceu de trancar a porta enquanto curtia um love com o namorado, na ausência da mãe dela. Corri com olhos arregalados para onde estavam minha mãe e outras mulheres: "Ô mããããe, eu vi o fulano pegando na bunda da ciclana!". E, como todos sabem, pro azar da 'ciclana', criança não mente...rs.

Eu era a única criança da vila onde morávamos e, portanto, não me faltavam paparicos e mimos. Mas isso até a Dona Cegonha resolver dar o ar da graça bem no meu pedaço, engravidando praticamente todas as mulheres daquela vizinhança, incluindo minha mãe.

Quando a primeira das vizinhas deu à luz, fiquei doente. Eu não tinha mais o livre acesso à sua casa, nem ao seu colo e, principalmente, à sua atenção. E o mesmo ocorrera com as outras vizinhas, deixando-me cada vez mais próxima da minha mãe e do novo ser que se aproximava - e que, não sei se por convicção ou por desejo de ambos, meus pais passaram a chamar de 'Juninho', levando-me a crer que eu teria um irmão.

Minhas primeiras memórias começam daí. Lembro um pouco do barrigão da minha mãe e também do dia em que tiramos uma foto (que postarei quando digitalizá-la), onde ela está usando um chapéu que era do meu tio e meu pai tá com muita cara de sono porque, de fato, acabara de acordar. Era domingo (sei disso porque depois a gente foi pra casa da minha avó e a gente só ia almoçar lá aos domingos, rs). Deviam ser umas 10hs ou 11hs da manhã quando minha mãe acordou a gente "O fotógrafo chegou!".

Disso eu não me lembro, mas minha mãe diz que no sábado, 05 de dezembro, havia limpado a casa inteira porque no domingo teria um 'bolinho' em comemoração aos meus três anos, só para os íntimos. Mas no domingo, durante o almoço, ela começou a sentir as contrações...

Das lembranças tulmultuadas desse dia, sei que alguém me disse que eu ficaria uns dois dias sem ver minha mãe - não tínhamos plano de saúde e, portanto, nada de quarto particular para receber quantas visitas desejasse, e muito menos menores de idade. Meu pai, então, me levou pra passear
pelo centro da cidade, me comprou uma boneca cabeluda (cabelos na cintura!) e fomos pra casa. Se não me engano, minha avó ficou lá com a gente.

Eu não conseguia dormir e nem comer. Muito mal acostumada, eu só comia o tal mingau feito pela minha mãe e que ninguém sabia fazer igual. Mesmo quando ela voltou pra casa e quiseram me enganar "Foi sua mãe quem fez!", eu sabia reconhecer, pelo cheiro, que ela sequer tinha chegado perto daquela goroba que me ofereciam. Panelas e panelas jogadas fora, até que a coitada se levantou, temendo que eu ficasse doente e, numa espécie de tira-teima, fez o tal mingau às escondidas. E eu soube, na hora, que havia sido feito por ela!

O pior de tudo foi a decepção: me prometeram um Juninho e me trouxeram uma... Luciana! Lembro (sim, eu me lembro!) de ir até o berço e ver aquele bebê cor-de-rosa: uma menina, argh! Minha mãe diz que eu não queria dar o braço a torcer, e que às vezes me via sozinha, no quarto, brincando com a Lu, mexendo em suas mãozinhas pelas grades do berço. Mas que, ao perceber-me sendo observada, soltava-a rapidinho e voltava a fazer minha cara de má, às vezes seguida da frase "Mãe, eu não gosto dessa menina!".

Ela conta também que certo dia, após mais um daqueles longos dias de visitas ao bebê, que não parava de ganhar presentes e 'guti-gutis', eu a chamei de canto e perguntei, com cara de choro: "Mãe, ninguém mais vai gostar de mim, só dessa menina?".

Queria poder ter imagens em vídeo dessa 'Lucieidinha' que começava a contestar as 'injustiças' do mundo...rs.

Domingo, Novembro 09, 2008

30ANOS-EM-30DIAS [1]: Só me lembro das fotos

Pra ser sincera, não faço muita idéia do que tenha sido meu segundo ano de vida. Isso me deu vontade de ligar pra minha mãe, acordá-la e perguntar sobre (o que seria delicioso, não fossem agora 1h47 da madruga).

Puxando pela memória, lembrei-me de duas fotografias, as quais, se eu achar - desde que as procure, naturalmente - prometo digitalizar (já que não sei se escrevo 'scannear' ou 'escanear').

Na primeira estou no colo da minha avó paterna, usando uma touca azul marinho e um macacão bege (se não me engano, b
oca-de-sino). Meu tio, o irmão mais novo do meu pai, está ao nosso lado. Eu estou séria, com um bico que até hoje é tipicamente meu. Mas a julgar pelo fato de que uma criança com um ano de idade não sofre de TPM, basta observar a foto com mais atenção e é possível notar algo em uma das minhas mãos: eu estava comendo uma banana! rs...

Na segunda foto (pela qual eu tenho muito carinho), estou no colo do meu pai, que me segura com um braço e, com o outro, abraça minha mãe. Ela tem os seus cabelos negros-compridos-lisos dividos em duas partes, jogadas por sobre seus ombros: uma índia! Meu pai, que ainda não tinha barriga, usava uma camisa 'verde abacate'. Eu, de calcinha laranja com bolinhas brancas (acho), seguro uma boneca também laranja e, na verdade, pareço muito inquieta: a foto tem o meu movimento.

E foi assim que adentrei a década de oitenta. E é assim que esse post totalmente sem graça chega ao fim.


Sábado, Novembro 08, 2008

30ANOS-EM-30DIAS [0]: Feia e careca

Estou há exatamente um mês de completar três décadas de vida e, apesar dos vinte e poucos que me dão e dos vinte e poucos com os quais me sinto, não há como negar: vou fazer 30 anos!!!!!

Os fios brancos denunciam que não posso me dar ao luxo de querer que meus cabelos voltem ao tom preto natural, após alguns anos de ‘rebeldia vermelha intensa’. A pele tem perdido o brilho e a ‘cor de saúde’, me obrigando a usar o blush que antes apenas dava um charme ao conteúdo da necessaire. O corretivo, por sua vez, não tem mais a função de esconder espinhas: é necessário ao disfarce das olheiras, cada vez mais evidentes.

Mas não é só o espelho que me esbofeteia a cara pra dizer a idade que, de fato, eu tenho. São os convites mensais para os casamentos de amigos, são os álbuns de fotografias da família, são os emails de pessoas que trabalharam comigo em alguns dos meus vários ex-empregos ou que estudaram comigo em alguma das várias vezes em que eu tive vontade de começar algo do zero. São as músicas que ouço assim, de sopetão, e me causam arrepios nostálgicos e trazem o perfume de um momento que não volta mais. Sim, quem me joga na cara a idade que eu tenho, são as lembranças contidas nesse compartimento que não se esvazia nunca: a memória.

E é para tentar organizar esses zilhões de gigas ‘backupeados’ ao longo do tempo que resolvi escrever um post por dia, cada dia sobre um ano. No primeiro deles, obviamente, as memórias não são minhas: são relatos da minha mãe.

Tudo o que sei é que nasci no dia 7 de dezembro de 1978, numa quinta-feira, parto ‘fórceps’ – as contrações começaram às 4hs da madrugada, mas eu só saí às 13hs, puxada. Imagino que quando vi a tal luz devo ter dito 'Fechem a porra dessa janela e me deixem dormir!', virando-me para outro lado.

Achavam que eu seria um menino e me chamaria Vagner. Ok, decepcionei o meu pai, mas ainda assim ele queria me dar um nome: Luciana. Minha mãe havia comprado aquelas revistas com trocentos nomes sugeridos e estava decidida que eu me chamaria Magali. Minha avó materna chegou e disse: ‘O que vocês acham de Lucieide?’. Bem, Lucieide era uma garotinha de quem haviam sido vizinhas e da qual gostavam muito. Então foi assim: decidiram que eu teria o nome de uma pessoa querida! – desnecessário dizer que meu nome não constava daquela revista que passaram semanas folheando, né?

Minha mãe diz que eu era feia. Careca e feia. Mas esperta. Olhos vivos para acompanhar o fotógrafo de um lado para o outro quando ela resolveu fazer um álbum meu com apenas um mês de idade. Segundo ela, não engatinhei e demorei muito pra andar. Em compensação, aos 6 meses já balbuciava as primeiras palavras. Assim como a ‘Emília’ da música da Baby Consuelo (oooops, do Brasil!), devo ter tomado alguma pílula e ‘tagarelou, tagarelou a falar’.

Não tenho muitas fotos desse período. E nem muito o que dizer. Por isso parei por aqui.

Domingo, Outubro 26, 2008

"Ela é bonita, é minha cara, e seu sorriso, é igual ao meu..."

Eu tinha 13 anos (quase 14) quando nos vimos pela primeira vez. Havia uma janela de vidro entre a gente e ela tinha olhos nojentamente remelentos mas, ainda assim, fazia esforço para mantê-los abertos, dando-me a impressão de que diziam 'Olá! Cheguei pra marcar presença na sua vida!'. Era estranho...

Eu já tinha uma irmã fazendo parte de 'toda a minha vida', dada a diferença mínima de 3 anos entre a gente. Mas agora teríamos companhia. Como seria?!?!?

Descobri no dia seguinte, indo ao hospital para a visita da tarde, na companhia da minha melhor amiga (me sentindo 'gente grande'). Num contato beeeem mais humano, segurei no colo, ou melhor, nas mãos, aquele pacotinho de pouco mais de 3Kg e 48cm, que na ocasião usava um macacãozinho azul em cuja estampa predominavam vários 'Horácios' do Maurício de Souza. E eis que ela resolveu 'eliminar' uma água verde que imediatamente escorreu pelos meus dedos.

Ok, é nojento, eu sei. Mas foi ali que percebi o quanto aquele 'ser-humaninho' faria diferença na minha vida.

E troquei algumas fraldas (pouquíssimas na verdade) e fiz suco de laranja. E fiz músicas pra ela parar de chorar e para ela conseguir dormir. E brinquei de ser terapeuta quando ela ainda estava no berço. E fiz a decoração da sua festa de um ano. E a deixei cair da cama. E arrumei seus cabelos. E a levei pra casa das minhas amigas. E fotografei todas as suas poses. E a fiz chorar. E a fiz rir.

E a levei ao cinema e ela afundou na cadeira e assistimos 'Zuando na TV' e passamos uma semana dizendo 'Eu quero saber onde é que tá o meu Ulysses!'. E fiz mais músicas. E fiz a decoração da sua festa de 5 anos. E a levei ao teatro. E a levei ao shopping pra ver Atchim e Espirro. E a levei na escola. E a busquei na escola. E fui vê-la dançar na escola.

E choramos juntas na separação dos nossos pais. E rimos juntas da professora que pensou que eu fosse sua mãe. E a vi chorar porque tava virando mulher. E a vi usar salto, fazer depilação, fazer as unhas, pintar o cabelo. E fui acordada de madrugada pra saber do seu primeiro beijo. E deixei de escrever no blog pra ficar abraçada com ela recebendo choro no ombro.

Ela, a Jé, meu 'laboratório' para a maternidade, que hoje faz inacreditáveis 16 anos. E a quem eu parabenizo. E a quem eu amo muito.

FELIZ ANIVERSÁRIO, JÉ!!!

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

Só tem uma. E ela é minha!

A minha relação com a minha mãe sempre foi muito forte, o que não é difícil perceber, dadas as vezes em que eu escrevi sobre ela (como aqui, aqui e aqui). E isso sem contar as citações indiretas.

Falando em citações, quem me conhece sabe o quanto de 'verbatins maternos' eu sou capaz de inserir numa conversa...rs.

Mas hoje (assim como na
sexta-feira), não quero palavras; quero uma imagem que possa falar por elas (e por nós duas).




FELIZ ANIVERSÁRIO, MÃE!
Você continua sendo a minha 'segurança' dos primeiros (e tantos outros) passos. Te amo!

Domingo, Outubro 19, 2008

Procura-se

Por diversas vezes ouvi falar que a palavra saudade só existe na Língua Portuguesa. Então me pergunto: por que é que nasci aqui?

Hoje acordei com saudade de uma porrada de coisas e lugares. E
de gente. Acordei com saudade até de mim!

Ah, queria muito fugir para onde a saudade não existe: nem em palavra, nem em sentimento.

Se alguém souber onde fica, por favor, me avise. Pago bem.


Sexta-feira, Outubro 17, 2008

Desde 1959

Vasculhando os 'primórdios' desse blog, me dei conta de que fizemos 3 anos no dia 17/09 (há exatamente 1 mês) e nem comemoramos! Ok, comemoremos hoje!, pensei.

Mas hoje é aniversário do 'homem da minha vida'! E eu queria muito dizer um mundo de coisas sobre ele, como
já fiz um dia, mas vou apenas deixar uma imagem que vale mais que mil palavras (ao menos pra mim).



FELIZ ANIVERSÁRIO, PAI!
Te amo muitão!


Quinta-feira, Outubro 16, 2008

Conversa rápida com meu irmão

"Eu já tinha visto as fotos dela em algum lugar... Acho que em matéria de revista falando sobre a perda de um grande amor, algo assim. É, de fato, dá vontade de chorar...

Sabe, sobre o amor, tenho dois medos na vida, dear. O primeiro é o de deixar passar o 'time', a oportunidade, a ocasião. Nada me faria sofrer mais do que ouvir um "Puxa, sério? E por que você não me contou na época? Eu era super a fim de você!". Talvez seja por isso (pensando melhor, é exatamente por isso) que eu sempre me precipito e quebro a cara, dizendo assim, logo de cara, que eu o amo.

O segundo medo é o de que esse cara, de repente, aceite ser o homem da minha vida e, de repente também se vá, assim, sem despedida e pra todo o sempre. Nó na garganta só de imaginar...

Mas como "Estamos há 10 dias sem chorar!" e prentendemos continuar batendo nosso próprio recorde até conquistar um 'ISO' (de ISOlada, talvez, rs), vou parar por aqui.

E daí que esse email ficou com cara de post. E daí que vou postar. E "Conversa com meu irmão" será o título. E eu te amo!

Beijos"

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

Eu pregada e ele pregando

"Voltem-se para Deus, só Ele é a salvação. Irmãos, confessem seus pecados uns aos outros (como assim!?!?!?). Ame aos seus amigos e seus inimigos. É fácil amar um amigo! Porque ele é um amigo! (não diga!) Agora quero ver amar os inimigos! E se você ama os inimigos, Deus vai fazer por você... (ele esqueceu o texto) ... Bom, vocês nem imaginam o que Deus vai fazer por vocês! Vão em paz neste ônibus, meus irmãos. Boa noite e boa viagem a todos, Amém!"

Então tá!

Domingo, Outubro 12, 2008

Postando e andando

Embora cada vez mais eu me convença de que nem tudo o que eu penso ou sinto deva ser dito ou escrito, como agora, assim, no blog, ao alcance de todos, mais eu percebo o quanto o título escolhido para esse 'cantinho' é certeiro.

Sim, sou a mulher das necessidades: de falar, de gesticular, de contestar e discordar. É tudo mais forte que eu. E quando os sentimentos me atropelam e não posso manifestá-los nos formatos acima, então eu sento e escrevo. Ou caminho enquanto escrevo: posts rascunhados na mente.

Hoje, por exemplo, resolvi sair pela cidade, numa tentativa de fugir dos pensamentos que me assolavam. A intenção era ir à FNAC garantir meu ingresso para o Planeta Terra, mas ao sair da Estação Brigadeiro, tomei o rumo errado e fui parar no ITAÚ CULTURAL. Parei para ver a programação, mas já me senti aérea, com flashes de lembrança disparados por aquele hall. Atravessei a rua e peguei a programação do SESC, como se estivesse, de fato, disposta a assistir a alguma coisa.

Retomei o caminho inverso e cheguei à FNAC. Entre títulos de DVDs que já fizeram parte da (minha) história, comecei a ouvir, ali ao longe, a voz do Marcelo Camelo. Fui tomada por uma angústia que vinha acompanhada de certa náusea. Hora de zarpar.

Fui direto ao caixa perguntar sobre os ingressos, mas a bilheteria havia fechado 20 minutos antes. Ok. Saí de lá sem rumo, como tantas vezes já o fiz. Mas desta vez tudo parecia tão diferente!

Na 'esteira' das calçadas reformadas pelas quais eu caminhava, percebi que nos quadrados cabem três passos e nos retângulos, dois. Dois e meio, talvez. Eu é que não me cabia de vontade de que aquele percurso não tivesse fim. E assim, olhando pro chão, caminhei por toda a Paulista, abstendo-me de olhar para os arredores. Pois se antes era o centro histórico desta cidade que me transportava para um passado distante, agora era a famosa avenida que me trazia a um passado ainda presente.

Atravessei as ruas laterais ao MASP 'ouvindo' fogos de artifício e alcancei a
esquina da Pamplona curtindo a lembrança de um indie rock qualquer. Cheguei ao CONJUNTO NACIONAL, onde nenhuma das pessoas sentadas naqueles bancos estava à minha espera, assim como as que se encontravam à entrad
a do CENTER 3, para o qual me dirigi em seguida.

Terminei no BELAS ARTES, na (antes tão próxima)
Consolação. Não quis assistir a nenhum filme. Não quis ligar pra ninguém. Eu só queria estar comigo e esquecer que esta cidade existe! Mas ela insiste. Desisto.

Quinta-feira, Outubro 09, 2008

Alexandre Frota, meu marido

"Vergonha alheia!", vocês dirão, mas eu tenho que contar essa bizarrice!

Estou eu no busão, de pé, braço direito lá no alto sustentando o corpo no balaústre (Espiral, é assim que escreve?) e com a cabeça apoiada no meu próprio ombro. Cochilei.

Então o Alexandre Frota, meu marido (!!!) tava dando satisfações sobre umas fotos de campanha publicitária para a qual ele tinha posado, e cujo resultado deixava 'dúvidas' sobre sua sexualidade. Enquanto ele se explicava...

O ônibus freiou (ou freou? Alguém revisa, please!) e eu acordei, com os joelhos já dobrando e sentando a bolsa na cara da tiazinha sentada à minha frente. Passado o susto, sobrancelhas franzidas e a pergunta: que porra foi essa ?!?!?! Rrssssssssssssss...

Acho bom eu ir dormir 'cedo'. Beijo!


ps. - Esse blog tá uma 'coisa'. Aceito sugestões! ;-)

Quarta-feira, Outubro 08, 2008

Mãe sabe das coisas (não sabe?)

Eu tinha uns 14 ou 15 anos e havia descoberto que ele, o cara que eu sequer havia beijado e com quem eu mal trocava algumas palavras, era a fim de uma garota da sala. E não era uma garota qualquer: ela era bonita, inteligente, amiga de todo mundo. Era 'a' mina. E era isso que doía tanto: ela não era mais uma das 'garotinhas' com quem ele ficava e que eu fingia (pros outros e pra mim), não me importar. Era alguém especial.

Naquele dia agüentei firme até o fim da aula, mas cheguei em casa aos prantos, direto pro meu quarto, a cara no travesseiro.
Enquanto me fazia um cafuné, enroscando seus dedos nos meus cabelos negros compridos e respeitando todo o meu sentimento daquele momento, minha mãe soltou 'a pérola' que me acompanharia para o resto da vida: "Ô, filha... Você ainda vai chorar tanto!"

(...)

Eu já não tinha mais 14 nem 15 anos quando soube por ele, o cara por quem eu havia me apaixonado e com quem havia ficado, após tanta troca de palavras e idéias e compartilhamento de sonhos e particularidades, da sua condição de 'namorando'. E de nada me importava saber se ela era bonita, inteligente ou amiga de todo mundo. E ela era 'a' mina: dele. E só isso já a tornava especial.

Naquele dia agüentei firme até o fim do expediente, mas cheguei em casa num choro soluçante, direto para o colo da minha mãe. Enquanto me fazia um cafuné deslizando seus dedos nos meus cabelos curtos e um pouco coloridos, compartilhando do meu sentimento naquele momento, ela foi um pouco mais a fundo: "É, filha... Eu sei que dói, mas vai passar. Parece que não, que você vai morrer, mas vai passar. É que nem morte: você acha que nunca vai se recuperar, mas o tempo traz conforto. Demora, mas você se acostuma."

(...)

Ok, minha mãe é a mais foda de todas!!! Mas quer saber a real? Maldita a hora em que deixei de me apaixonar por casca e aprendi a amar conteúdo...


Terça-feira, Outubro 07, 2008

Reprises linkadas

Ah, daí que tenho uma porrada de coisa pra dizer, mas tá tudo amontoado, desorganizado, feito entulho em casa abandonada, sabe? Se eu abrir a porta, vai despencar tudo em cima de mim...

Que bom que existem posts atemporais pra gente reprisar na Sessão da Tarde ...

Quarta-feira, Outubro 01, 2008

Dueto [Faz-de-Conta + Espiral Psicodélico]

E no meio daquela chuva de pensamentos, que vinham na velocidade e na forma de cometas, meio que presos uns nas caudas dos outros, eu permanecia imóvel: rosto pra cima e olhos bem abertos, em movimentos igualmente alucinantes. Polegar e dedo médio segurando o queixo, a ponta do indicador sobre os lábios entreabertos. “Ah, vai esse aqui!”, estiquei o braço e puxei um deles pela cauda.

Mas, em minhas mãos, aquele pensamento já não brilhava intermitentemente: agora oscilava, piscava, perdia forças. Eu tinha que agir rápido: sem instrumentos ou lugar apropriado. E no meio de tantas pessoas e vozes e sons. E carros. Muitos carros.

Agonizando, fez menção de que eu me aproximasse um pouquinho e sussurrou ao meu ouvido: amizade, contratos, relações. Seu último suspiro foi dado. Mas o post já estava desenhado na minha mente...

Você já parou para pensar que toda e qualquer relação exige ou parte de um contrato, de um pedaço de papel respaldado na lei?

Não, não estou falando de relações comerciais, porque aí nem caberia a minha pergunta, uma vez que não sou lá muito fã de obviedades. Estou falando das relações afetivas mesmo.

A começar pela primeira: a relação entre pais e filhos. Pôxa, você mal chegou ao mundo e já foi “apossado”, de papel passado em cartório e tudo, pelos seus pais. Estes, por sua vez, se fizeram tudo como manda o figurino da famosa estilista Sociedade, também têm a posse um do outro registrada em cartório.

Entre irmãos, por exemplo, talvez não haja, assim, digamos, tanta burocracia. Mas pegue seus RGs e enfileire-os sobre a mesa, com as fotos voltadas para baixo. Viu? Muito provavelmente haverá dois nomes comuns a todos eles: os dos pais, aqueles que assinaram o contrato de posse lááááá no nascimento. Ah, vale lembrar que é nesse contrato também que constam os nomes dos avós, todos eles: maternos e paternos. Uma festa!

O seu tio talvez não precise assinar nada para ser seu tio, mas se sua mãe convidá-lo para ser seu padrinho, as coisas mudam. E se a tia malucona quiser bancar a responsável e levar os sobrinhos para viajar, também terá que assinar alguma coisa. Assim é a vida, assim são as leis das relações, certo? Errado! Ou você vai querer fugir à regra de que toda regra tem sua exceção?

Pense na sua melhor amizade. Não importa se vocês se conhecem há anos, há dias ou há apenas alguns minutos, e nem mesmo se a última vez em que se viram foi ontem, semana passada ou há meses. Vocês com certeza se lembram do primeiro contato e de todo o contexto da ocasião. Mas aposto algumas das minhas valiosas horas de sono (!) como não sabem dizer quando é que se tornaram amigos (as). Porque amizade é assim: surge do nada e de repente vira um tudo!

Não tem obrigações, formalidades, não necessita de lei. A gente é que às vezes queria que existisse uma, pra recorrer, pra protestar, quando sente que as coisas não vão bem...

Domingo, Setembro 28, 2008

TIPÁF!!

Daí que eu tava no mercado, fazendo campo (pois é, meus findis não têm sido os mesmos...) e em meio a prateleiras, produtos, preços e afins, alguém ao meu lado me chama a atenção:

- Moça, por favor, desculpa, eu não quero dinheiro... Até larguei a fralda lá que é pra não ficar pesado... A senhora pode pagar esse pacote de arroz pra mim?

Um homem franzino, com rosto sofrido, do tipo que ainda não deve ter passado dos 30, mas carrega o peso da vida e de uns 10 anos a mais. Segurando um pacote de arroz, com os olhos marejados de lágrima, ainda hesitante ficou me olhando, enquanto eu caía em mim. Uma senhora que passava no momento, disse rapidamente:

- Me dá aí esse arroz que eu pago!

E eu completei:

- Pega lá a fralda!

- Posso pegar a fralda?!?!? - perguntou em tom de quem recebeu notícia confortante, com olhos bem abertos e sorriso esboçado, e saiu quase que saltitando em busca do pacote.

Enquanto íamos para o caixa, ele ia agradecendo, se justificando, se apresentando. Paguei o pacote, disse-lhe um 'Vá com Deus!' e voltei pro meu trabalho. Mas ao invés de me sentir bem, confortável pela 'boa ação', fiquei me sentindo pequena e medíocre. Porque MAIS UMA VEZ percebi que meus problemas não são nada e que razão pra chorar, nesse mundo, é o que não falta.

Daí que não sei se é efeito tepeêmico, mas senti uma chavinha virando aqui dentro, como que mudando o curso do rio. E as lágrimas entaladas há alguns dias desceram há pouco e com um motivo mais justo: revendo a imagem do homem que ficou registrada na minha mochila de campo com câmera escondida...


Quarta-feira, Setembro 24, 2008

Pensar cansa!

(...)

Pensou em enviar flores.
"Não, ele não é o tipo de homem que a quem se presenteia com flores..."
Pensou em enviar chocolates.
"Ah, mas ele vive de dieta! E depois, vai querer fazer média e sair distribuindo meu presente pras 'menininhas' do Atendimento!"
Desistiu de pensar.
"Ah, quer saber? Vai ficar sem presente! Humpf!"

(...)



(DE CONTA, Faz. "Conversas Internas". São Paulo: Editora Coração, 2008. pág.26)


Sábado, Setembro 20, 2008

Depois cresce, mata os pais e ninguém entende por quê...

Ele: Sempre dá mulher!
Ela: É, no meu primeiro ultrasson deu menina também, tô indo agora fazer o segundo.
(eu começo a prestar atenção na conversa)
Ela: O que você acha desse nome: 'Ayla Francine'?
(suponho que seja com Y, mas enfim, segurando meu riso, fiquei esperando a resposta dele)

Ele: Errr... é meio estranho...
Ela: Ah... então, já me falaram em 'Maria Clara'...

("Isso, fia! Fechô!")
Ele: É, esse é mais bonito...
('mais bonito', rá, gentil o moço...)
Ela: Minha sogra queria que fosse 'Tracy' (eu entendi assim, até ela continuar...), mas acho esquisito, tipo "Ô trêis, cadê o quatro?"
(kkkkkkkkkk)
Ele: ...
Ela: Ainda bem que eu ainda tenho quatro meses pra decidir!
(e ainda bem que eu desço aqui! rs...)

Domingo, Setembro 14, 2008

Se 'ENGOV' resolvesse...

Daí que é sempre assim:
eu te vejo por alguns minutos
ou por tantas horas
e engulo as palavras que não podem ser ditas
sufoco os sorrisos que seriam só teus
retenho o olhar cheio de vontade própria
- a de te observar ininterruptamente.

E como se eu bebesse muito

e precisasse vomitar,
eu encho a cara de você e no outro dia deságuo.
No travesseiro ou no chuveiro.
- É o meu amor que vai, devagarinho, escorrendo pelo ralo.



(aguardando a po**a do dia em que isso deixará de ser metáfora!)


Segunda-feira, Setembro 08, 2008

Meninas tomando caipirinha sob sol forte

- Sabe, tem cores de cabelo que eu acho que deveriam vir de fábrica! Tipo azul... meu, acho que azul é uma cor que combina com pele...
- Eu acho que pele também poderia ter outras cores.
- Nossa, verdade, tipo os manequins da C&A: corpo azul, com um vestido amarelo!!! Hehe...
- Isso! Não seria demais?
- Pode crer, eu acho que cores alternativas deveriam vir de série!


Sábado, Setembro 06, 2008

Eu ainda vou ler esse cara que continua me lendo...

Tudo bem que este blog traz a MINHA necessidade de escrever. Mas e se enquanto eu estivesse quietinha, no meu canto, tentando organizar pensamentos (e a velha caixa de emails), surgisse diante dos meus olhos um texto daqueles que eu gostaria de ter escrito? O que deveria fazer?

Confesso, não pensei muito: segue um Ctrl+C, Ctrl+V.


Pequenas Epifanias (Caio Fernando Abreu)

Dois ou três almoços, uns silêncios.
Fragmentos disso que chamamos de “minha vida”.

Há alguns dias, Deus – ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus – enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer – eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal – não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector – Tentação – na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou – descuidado, também – em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

Era isso – aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.

Quarta-feira, Setembro 03, 2008

Você sabe que está 'publicitando' demais quando...

... lê a twittada do @rraurl "Toby Tobias abre seu case" e por muito pouco não clica, achando que encontraria resultados de marketing...


Segunda-feira, Setembro 01, 2008

Facul pra quê???

Aula de Mídia.
Chata pra caralho.
A professora é gente boa, manja do assunto. Eu é que não curto.
NÃO SOU MÍDIA! SOU PLANNER!!!!
Sensação de 'não lugar'.
Não queria estar aqui.
Queria (pasmem!) estar na agência.

Cansei de aprender o inútil.
Quero ser útil.
Afffe, lá se foi mais um texto fútil!
(Humpf!)


(Rabiscado no caderno em 13/08/08 às 20h35. Mas se eu mudar para a data de hoje e trocar "Mídia" por "Estatística", vai dar na mesma. Argh!)


A melhor conclusão do mundo inteiro!

Baladeira says:
ow, vc se foi e não me deixou
Baladeira says:
- as fotos do ano novo
Baladeira says:
- as fotos do "yo te digo tudo vai estar bién"
Baladeira
says:
:(
Melhor amigo do mundo inteiro says:
vc quer q eu mande uma por uma???

Baladeira says:
rs, não
Baladeira says:
mande por email

Baladeira says:
ou grave um cd
Baladeira says:
ou não mande, sei lá, rs
Melhor amigo do mundo inteiro says:
ehehehehe
Melhor amigo do mundo inteiro says:
vou mandar uma agora que ficou legal
Melhor amigo do mundo inteiro sends:
Open(Alt+P)

(alguns minutos depois...)

Melhor amigo do mundo inteiro says:
agora vc aceita a foto :p

(mais alguns minutos...)

Baladeira says:
You have successfully received C:\Documents and Settings\baladeira\Desktop\Baladeira\blog\DSC00988.JPG
Baladeira says:
não sei dizer se gostei...
Baladeira says:
tipo, tá bem eu
Baladeira says:
não sei se gosto de mim então... rsssss
Melhor amigo do mundo inteiro says:
nossa
Melhor amigo do mundo inteiro says:
q drama minha gente
Melhor amigo do mundo inteiro says:
sua loka
Melhor amigo do mundo inteiro says:
olha, se vc num gosta de vc eu gosto de vc... e como eu sou chato, eu gostar de vc é muito melhor do q vc gostar de vc... ;)


Terça-feira, Agosto 26, 2008

O maior post do mundo blogueiro depois de trabalhar um dia in-tei-ro:

Humpf!!!



Sábado, Agosto 23, 2008

"Sou eu que vou seguir você do primeiro rabisco até o bê-a-bá..."

Redator says:
olha só esse texto
Redator says:

(http://www.netguarulhos.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=3031)

Caderno
. Uma fonte de esperanças.
O que é uma fonte de esperanças para você? Um novo amor, uma nova casa, um novo emprego? Isso tudo me renova, claro, mas a minha maior fonte de esperanças é um Caderno Novo.
Todos temos planos. Em cada plano, metas, divisórias, idéias. E o caderno é perfeito para isso. Lembra como você dividia o seu no colégio? Por matérias, por cor, pelo tamanho da letra...
Por trás de um caderno novo escondem-se esperanças, planos e a vontade de fazer acontecer. No caderno novo, a capa precisa te dar aquela vontade de ter idéias. Balões voando para mostrar o crescimento, cachoeiras para mostrar a paz e a calma, a natureza pela sabedoria.
As folhas brancas dão inspiração. No começo a letra é bonita. Você refaz. Usa, rasga, corta.
E o mais incrível é: passam-se tempos, você precisa arrumar seu quarto ou seu escritório. Você acha aquele caderno de esperanças no fundo do armário. Aquele caderno de anos e anos já não é tão novo, mas suas idéias, sim, novas e cheias de esperanças.

Espiral says:
gostei!
Espiral says:
só não concordo com as 'cachoeiras pra mostrar paz e calma'
Espiral says:
odeio capas com cachoeiras, natureza e afins
Espiral says:
sempre gostei de cores
Espiral says:
(tá bom, vai, confesso: na adolescência eu gostava dos cadernos da Tilibra, coleção "Click", só pq tinha os modelos mais gostosos - aqueles que, na época, eu chamava apenas de 'bonitos', rs)
Espiral says:
nossa, acho que vou escrever isso no blog! rssss
Redator says:
hehehe
Redator says:
fato
Redator says:
tudo vira história

Espiral says:
Não, tudo vira post! ;-)

Quarta-feira, Agosto 20, 2008

"Não tô entendendo nada!"

Tenho alguns melhores amigos. Mas só um é o 'melhor amigo do mundo inteiro' (posso dizer isso tranquilamente porque os outros o sabem assim). E ele está indo embora. Tudo bem que é pro Amazonas e não para a Europa (Ásia ou qualquer outra parte do outro lado do mundo), mas mesmo assim: ele tá indo embora. Tudo bem que ele vai por uma puta oportunidade, vai crescer muito profissionalmente, tá cheio de planos e expectativas. Mas mesmo assim: eu vou sentir falta. Tudo bem que ele voltará pra Sampa a cada 6 meses (e ainda prometeu vir ao meu trigésimo aniversário!), mas mesmo assim: ficará lá por 3 anos. Três anos!!! E três anos é tanto tempo...

Eu o conheço há cinco. E neste período, mudamos muito, nos tornamos outras pessoas. Completamente diferentes fisicamente, culturalmente, emocionalmente, intelectualmente... e tantos outros advérbios: de modo, de corpo, mente e ingestão de álcool; de eletrônico e indie rock; de esfirras árabes e rodízio japa. E como ele mesmo deixou registrado um dia, não podemos negar que há muito da gente no outro.

Daí que fico aqui, pensando, me lembrando de cada 'cena' dos episódios da nossa história, formada por diferentes temporadas: ora cômicas, ora aventureiras, ora dramáticas. Pra falar a verdade, os dramas sempre foram meus: descarregos do coração no ombro sempre dele. E os tapas na minha cara, sempre tão necessários e esperados, em conjunto com um "Acorda pra vida, fia!" ou "Se controla, Lucieide!". Essas frases me farão uma falta...
Assim como os SMS às 8hs da matina convidando para curtir um sábado de sol, que por minha culpa, sempre viraram um fim de tarde ou começo de noite, após fazê-lo me esperar por horas nas catracas pelos metrôs da vida. E agora a pergunta: por que é que eu não acordava mais cedo?

E por que é que não fomos ao Hopi Hari?

Por que é que não fomos pra Curitiba?
Por que é que não fizemos aquela viagem sem rumo, com mochila e dinheiro prum busão?
Por que é que não fizemos o churras 'no interior'?
Por que é que eu não fui a nenhum dos seus treinos de Karatê e nem mesmo prestigiá-lo conquistando a faixa preta?

...

Talvez porque só hoje me dei conta de que ele tá indo. E eu ficando. Eu e a saudade...


Terça-feira, Agosto 19, 2008

Nunca li, sempre gostei!

Todo mundo sabe que eu não leio livros. E se não leio livros, obviamente não leio Caio Fernando Abreu. Mas embora não o leia, sempre li sobre ele. E hoje, cheguei à conclusão de que é ele que me lê, quando diz o que quero dizer, ou o que preciso ouvir...


"Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. Daqui a pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto."
(in Ovelhas Negras)


"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso é, às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento, te surpreenderás pensando algo assim como ‘estou contente outra vez'."

(in Caio 3D O Essencial da década de 1980)





* Valeu, Evy!



Segunda-feira, Agosto 18, 2008

"Aplicação em uma frase, por favor!"


- POR QUE você fez isso? Juro que eu só queria entender o PORQUÊ... Vamos, me diga, POR QUÊ?

- Ok, já que você insiste em saber, vou te dizer POR QUE eu fiz isso: eu fiz isso PORQUE quis.



(minha tentativa de explicar a diferença entre 'porque', 'por que', 'porquê' e 'por quê', após me pedirem para revisar um lindo texto, :-)

Sábado, Agosto 09, 2008

Deletação

Queria poder escrever alguma coisa.
Qualquer coisa.
Que coisa...

O coração quer falar e não pode.

Penso em gritar, mas não convém.
Resta escrever... mas nem isso eu devo!
Nem isso eu posso...

Se ao menos eu deixasse de me ouvir,
de sentir,
de querer,
de pensar,
de lembrar...

Aliás, seria tão bom poder me esquecer de todos os verbos!
A começar pelos infinitivos.
E em ordem alfabética.

"Ok, selecionada a letra 'A':
Deletando o verbo amar..."


Sábado, Agosto 02, 2008

Do que as mulheres gostam

(algumas mulheres 'brainstormeando'...)

- Mas então, precisa ser um cara gostoso... O que vocês acham do Wagner Moura?
- Nossa, eu acho ele um tesão!
- Ah, não! Pára! Ele não é bonito...
- E nem gostoso! - risos.
- Ora, 'cê vai me desculpar, mas gostoso ele é...
- Gostoso?!?! Eu acho ele inteligente, um puta ator, ganha pelo conjunto...
(todas:
blablablablabla)
- Pois pra mim ele é o cara que te puxa pelo cabelo, te joga na parede, te chama de largatixa...
- hahahahaha
... Não, melhor: te joga na parede e diz 'Pede pra sair!"
- Pede pra sair nada, minha filha, é 'Pede pra entrar!'
(todas: KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK)

Segunda-feira, Julho 21, 2008

Tonificação natural

Já ouvi dizer que lágrima é igual a soro fisiológico.
Já ouvi dizer que soro fisiológico é ótimo para a pele.
E hoje ouvi dizer que eu tava com "a pele boa"...

Domingo, Julho 13, 2008

Homenageeide

Desde que eu, Publicieide, surgi, o sufixo "eide" me acompanha nos nicks do Orkut e do MSN: emocioneide, outonieide, band-eide, desespereide, impacieide, envergonheide, canseide, felicieide, entristeceide... (na falta de inspiração, "...eide").

Entre os amigos, há os que se divertem me ajudando a elaborar os nicks e, como não podia deixar de ser, os publicitários, que se divertem adaptando marcas e produtos pra mim: perfume Carolina Herrera (CH), escola de idiomas "CCAAD", cozinha KitchenAid... e por aí vai.

Então, hoje, recebo um email do Rodrigo, que não se conteve em me "homenagear" com a seguinte foto, tirada em um shopping:


Hahahhahahah, Ro, você se superou! Tá no topo do hanking!!!




Zoeiras à parte, é sempre bom ser "lembreide". ;-)

Quarta-feira, Julho 09, 2008

Pra que título?

Tava olhando esse blog... Anda uma bosta, né? Vai, pode falar, eu deixo. Quer dizer, nós deixamos. Sim, nós deixamos ele virar essa coisa chata, sem gosto, sem tempero.

Há tempos venho me prometendo escrever ao menos um post por semana. Rá, até parece...

Antes ao menos a Tepeêmica dava o ar da graça, descarregando suas alterações hormonais em tempo (quase) real. Mas aí criaram o tal do Twitter e então ela passou a fazer isso por lá.

A Publicieide absorve uma porrada de coisa nesta internet de meu Deus, mas o máximo que faz é descarregar MSNcamente ou por email, para seu "mailing", como costuma se referir à sua lista de amigos.

A Faz-de-conta há tempos não consegue fazer-de-conta. Ela quer realidade, quer fazer as coisas acontecerem... Mas só se fode, coitada. Seus textos giram em torno do mesmo assunto, sempre a mesma tecla. Monocromáticos como a "cor tema" de sua fonte: cinza. Sem graça, blah!

A Baladeira até que tem feito uns programinhas legais. Mas passa da conta, enche a cara, volta bêbada. No outro dia ou está vomitando, ou está capotando de sono: impossibilitada de postar. Também perdeu seu brilho e o senso de humor. É a que mais me preocupa...

E eu, Espiral, fico assim: tentando utilizar o pouco da sensatez e maturidade que me resta para administrar a vidinha de todas estas meninas aí. Também não sou mais a mesma (basta reler esse texto: ainda se parece com os meus?). Ando meio cansada de "cultilidades" e sem paciência pra vida. E justo eu, que sempre a amei com toda a intensidade...

Cansada. De ser tantos personagens...

Domingo, Julho 06, 2008

sushi, cinema, sorvete, Av. Paulista, boteco, balada, boa companhia

Ontem saí com a Baladeira e o Ro-Rô Bom-Humô e voltei cheia de lições:

1) Você SEMPRE está na lista, ;-)

2) Uma tepeêmica nunca deve ir à balada
O cara não entendeu meus sonoros NÃO!s e o tapa só não foi na cara porque a Baladeira me fez desviar e acertar o ombro. Mão ardendo e frio na espinha (vai que ele revida...)

3) Não abandone a pista justamente no momento de "Young Folks"
Por mais que você a ouça todos os dias, no iPod ela nunca será igual à que rola na pista.

4) Deixe pra ir ao banheiro quando começar "1979"
Porque afinal, seu rímel não é à prova d'água, né meu bem?

5) Continue aproveitando todas as oportunidades de estar com seu melhor amigo do mundo inteiro!!!!

Quarta-feira, Junho 11, 2008

Curta: O dia

Cena 1 - ônibus - interior/noite

De pé, em meio aos solavancos, ela tenta equilibrar: a bolsa, o corpo, a mente. Vê outdoors na rua. Sim, é a véspera. De novo, nada novo.

Alguém se levanta, ela se senta. iPod. Cabeça no encosto. Olhos fechados.



[Entra a trilha: "New Soul", Yael Naim]


Abre os olhos, levanta-se, ajeita o cabelo e o cachecol.


Cena 2 - estação do metrô - interior/noite

Ela desce a escada rolante cantarolando um trecho da música [sincronizar lábios com trilha]. O metrô pára na plataforma.


Cena 3 - metrô - interior/noite

De pé, seus olhos passeiam pelo interior do vagão. Pés calçados de todas as formas. Livros de muitos assuntos. Expressões de todo tipo. Anúncios de um produto só: o dia.


Cena 4 - hall/elevador da faculdade - interior/noite

Passa o cartão. Passa a catraca. Aperta o botão do último andar. Portas fechadas: olhar no espelho. Ajeita o cabelo. Olhos nos olhos do próprio reflexo: esboço de pensamento. E um meio-sorriso arte-finalizado...


Cena 5 - sala de trabalho/computador - interior/dia

Ele chega à agência. Injuriado, apressado, atrasado, amassado. No cabelo, pomada. Celular, carregador, tomada. Liga seu Mac.

Sobre sua mesa, uma caixa. Sobre ela, o cartão. E sobre todos eles, a expectativa alheia.

Testa franzida, pensamento interrogativo. Ele pega o envelope e lentamente chega a um pedaço de canson.


[pausa a trilha, entra som de coração batendo forte]


Olhos umedecidos e apertados pelo sorriso grande. A cabeça em negativa pelo prazer da confirmação.


["despausa" a trilha]


Ele pega o iPhone e sai sorridente, caminhando pela enorme sala, tentando fazer uma ligação.


[close no cartão sobre a mesa]


Voz off feminina: FELIZ DIA DA ÁRVORE!


[sobe volume da trilha: "La la la, la la..."]


Cena 6 - sacada do prédio - exterior/dia

Ao celular, ela sorri pro horizonte. E o sol brilha.



Quinta-feira, Junho 05, 2008

Sabe o médico que operou a perna errada?

Há cerca de uma semana tô com uma dor chata "na raiz" do dedo indicador (dias e dias digitando trabalhos até umas 4hs da manhã talvez expliquem).

Daí que anteontem tava um frio da po**a e minha mão doía inteira. Cheguei em casa, cacei aquele velho conhecido Gelol e massageei a região até esquentar. Coloquei uma luva e fui dormir.

Ontem, quando acordei, ainda sentia muita dor. E só então fui me ligar de que havia massageado o dedo errado...

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Estado físico

Chega assim: sem avisar, sem se explicar.
Ordem do dia: câmara de gás.
Cabeça no travesseiro:
liquefação.
...*


Fritas Trilha acompanha...

Those Dancing Days
(Hitten)

Slow down, please, slow down
I need to find peace anywhere in me
I feel like I'm under water, struggeling to get air
I feel like I'm lost in this body, trying to get inside my head

I wanna know what I'm thinking, what I'm feeling
What I want my life to be
I wanna know how I like plan to make things easier
For everyone but me

Tell me, please, tell me
What to do now,
now that I know myself
Do you really think I could rely on this new person I have become
Do you really think I give a damn now that I can do whatever I want

Now I know, what I'm thinking, what I'm feeling
What I want my life to be
Now I wanna know how I like to make things easier
For everyone including me



* onomatopéia de "suspiro profundo"

Quarta-feira, Maio 07, 2008

Até parece piada

- Tchau! Tô indo, marquei depilação.
- Depilação? Nesse frio??? Aff, coragem em fia! Rs...
- Mas é claro! Não posso ser uma "loira avião".
- ...?...
- Ué, não sabe o que é "loira avião"? A que mantém a caixa preta!

Domingo, Maio 04, 2008

Filmes "inéditos"

Depois de uma semaninha nada fácil (e de pouco sono), nada mais justo do que ter na seqüência uma semana curta, com um superfindiprolongado!!!

Na dúvida sobre o que faria nestes quatro dias (que, graças a Deus, ainda não acabaram!), terminei a noite da quarta-feira na vídeo-locadora aqui do bairro. Obviamente que a alguns minutos do seu fechamento eu não encontraria os lançamentos “mais fodas”, então, sem pensar muito, me ative às prateleiras dos catálogos, em busca de filmes que “sempre ouvi falar”, “várias pessoas já me indicaram”, “sempre quis assistir” ou ainda “já aluguei, mas devolvi sem ver”.


Noiva em fuga (Runaway Bride. EUA, 1999. Dir.: Garry Marshall)

Filmes assim, com cara de Sessão da Tarde, eu costumo assistir dublado. E ainda coloco legendas para evitar ficar voltando o filme caso alguém entre falando (o que é beeeeem comum na minha casa).

Quem costuma fazer isso sabe que raramente os textos batem. Geralmente a legenda tem tradução fiel, quase ao pé da letra, enquanto que a dublagem é regionalizada, com expressões e piadas locais. Mas neste filme, em particular, a regra se inverte, me obrigando a pegar papel e caneta para anotar as pérolas (TD para texto da dublagem e TL para texto da legenda):

TD: Você é menor de idade.
TL: Você é de menor.

TD: Vou indo nessa.
TL: Vou puxar o carro.

TD: Ah, vem cá. Me dá aquele seu abraço!
TL: Ah, cadê aquele seu sorriso Colgate?

TD: Me lembra aquele filme, “O silêncio dos inocentes”.
TL: Me lembra aquele filme, “O silêncio dos cordeiros”.

TD: Você está tentando me seduzir.
TL: Você está tentando me adular.

TD: O “V” que eu vi, se duplicá-lo ele forma um “W”. É um “V” duplo, de duas vitórias!
TL: O “V” que eu vi, se duplicá-lo ele forma um “M”, de Matrimônio.

Anyway...rs.

Quanto ao filme... Ah! É só mais um filme com a Julia Roberts, né? Então, não se pode esperar muito mais do que uma mulher inteligente, que seduz pela naturalidade, que parece ser resolvida e dona de si, mas que acaba se mostrando frágil nos braços do “mocinho grisalho” – neste caso, um patético Richard Gere. Nem dá pra chorar.



Buenos Aires 100 Km (Idem. Argentina, 2004. Dir.: Pablo José Meza)

Este eu queria ter visto na telona, na época em que esteve em cartaz. No entanto, vejo que não perdi muito.

A sinopse vende uma espécie de “Conta Comigo” latino. Cinco garotos, amigos inseparáveis, descobrindo o sexo, a vida e os valores da amizade. Centrado nos conflitos, digo, imposições familiares, temos um filme silencioso, isento de trilha ou mesmo de diálogos mais intensos. Nâo há surpresas e nem um desfecho que o tire da mesmisse.

Como lição, talvez a de que não importa o quão amigo você seja, nem sempre precisa dizer toda a verdade. Omiti-la, por vezes, pode ser a melhor prova de que se importa com alguém.


A Ilha (The Island. EUA, 2005. Dir.: Michael Bay)

Um filme bom. Ponto. O argumento é ótimo, os efeitos (mais que super) especiais convencem e o elenco também (Ewan McGregor está demais! E em dose dupla!). A ação nos deixa presos à cadeira (sofá e afins) e nos transporta para o universo dos personagens, fazendo-nos compartilhar das suas angústias. Mas, sem querer bancar a crítica, achei que o roteiro é cheio de falhas.

Sorry se eu estiver “spoilerando”, mas como é que um lugar com ares de base militar em pleno ano de 2019 (acho) não tem vigilância por câmeras? Como é que o personagem do Ewan consegue fazer aquela “sondagem exploratória” por áreas proibidas a seres como ele sem que seus passos sejam monitorados?

E aquelas pulseiras que carregam em seus pulsos desde o nascimento: se não têm sensores (para localizá-los na fuga, por exemplo), pra que servem? Pelamor! Localizar os fugitivos pela utilização de um cartão de crédito é o tipo de “segurança” que temos hoje! Então não me venha pedir pra achar normal que um filme de ficção com um argumento envolto em tanta ciência e tecnologia não tenha sido pensado nestes mínimos detalhes! “Mas aí não teria filme, Baladeira!”, alguém me diria. Tá, pode ser, talvez eu seja cri-cri mesmo. Mas enfim, me frustrei.

Mas ainda assim destacaria as ótimas frases que surgem de alguns diálogos a respeito da humanidade:

“É necessário que os seres tenham vida, vivam com sentimentos para que seus órgãos não morram.”

“A curiosidade humana é que estraga tudo.”

“A Ilha foi criada para lhes dar esperança.”

E a máxima da espécie humana: “Eu quero viver, não quero morrer.”


Como se fosse a primeira vez (50 First Dates. EUA, 2004. Dir.: Peter Segal)

Nossa, eu já tinha ouvido tanto falar desse filme! De mocinhas românticas falando do “homem ideal” a uma publicitária que citou frases do filme numa das últimas reuniões da agência. E qual seria a MINHA impressão?

Hahaha... não sei. Acho que só a TPM explica minha “sensibilidade” para os filmes assistidos nesse final de semana.

Pra mim é mais uma comédia romântica com Adam Sandler: divertida, engraçadinha, repleta de besteiróis e amarrada com uma lição de moral ao final. Neste caso, a metáfora que acompanha todo o filme: o objetivo de conquistar quem se ama todos os dias. E só.


Cuba Libre (Dreaming of Julia. EUA/Alemanha, 2003. Dir.: Juan Gerard)

Confesso que aluguei porque a capa do DVD trazia Gael Garcia Bernal. Mas a frustração veio logo no momento de selecionar idiomas: inglês ou português. “Como assim?”, pensei, “Não é um filme latino?”. Anyway...

Tive dificuldade para agüentar o primeiro terço do filme, que me pareceu lento e confuso quanto a personagens e situações. Talvez pela própria confusão que os cercava: o início da revolução cubana.

Nos dois terços seguintes o filme segue num ritmo próximo de gostoso. Narrado sob a ótica nostálgica de quem viveu tais turbulências ainda garoto, são essas lembranças que nos farão parte deste universo: o do garotinho admirador de cinema, fortemente ligado à avó e recém-despertado para uma paixão por uma garota mais velha e, portanto, não correspondido. Destaque também para a amizade que surge entre ele e Julia, a americana que acaba sendo para ele a personificação de sua heroína das telas.

Laços afetivos, sonhos e ideais compõem a narrativa. Mas não posso terminar sem dizer: bacana mesmo foi ver nos traillers que “Dirty Dancing 2” tem Diego Luna no elenco!!! (rs)



Um ótimo restim de domingo procêis!!!!

Sábado, Maio 03, 2008

Hipotermia

A noite, fria. E nela, sonhos.
O do abraço quente... Pra aquecer?
Esquece! Desde quando a indiferença aquece?

Lágrimas quentes a noite toda.

A noite, fria. E nela, um sonho:
esquecer pra me sentir aquecida.

Esquecida...

Sábado, Abril 26, 2008

Deus ajuda quem cedo madruga!

- Então, deixa eu te contar, tem um chuchu aqui.
- Chuchu? Me conta, quero saber!
- Ah, nem tem muito o que falar. Esse chuchu já é da marmita de alguém.
- Puxa... Sério...?
- É fia, alguém acordou mais cedo pra ir à feira. E eu, como sempre, só acordo na hora da xepa...
- kkkkkkkkkkkkkkk

Bocejo

Uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah...

É, exatamente assim, um mês depois do último post, eu resurjo das cinzas, da poeira, sei lá! Acordo da ibernação (ibernagem, ibernamento, também naõ sei! E nem tô a fim de procurar no Google).

Durante todo esse tempo ficava me perguntando: "Qual das meninas vai escrever o 'primeiro' post?". Juro, não pensei que fosse eu!

Sabe que horas são? 7h33 da matina de um sábado lindo de sol.
Sabe onde estou? Na agência.
Sabe como foi meu dia ontem? Agência + 2ª Agência (facul) + Agência.

É, meu dia chegou. Como disse a VP, debutei! Virei a noite à base de pizza e muito sono (com algumas risadas também). E define conceito, e pensa nas peças, e procura imagens, e grava cds e, e, e...

O dia de ontem ainda não acabou.
O de hoje nem sei se vai ter tempo de começar.

Cabeça no job "ppt" da facul, no livro que não li (preciso fazer resenha), no filme que não assisti (preciso tirar 10 pra não ir de exame).

PÔXA, E JUSTO NO FINDI DA VIRADA CULTURAL!!!!!!!!!

:-/

(fim do post: 8h50)

Segunda-feira, Março 24, 2008

E o Outono chegou...

É, chegou...
E eu não disse?!?!

:-(

Quarta-feira, Março 05, 2008

(in)sonífera ilha

Sou um ser estranho!
Ontem, assistindo Lost (sim, agora assisto Lost e uso All Star), vi o Sawyer (finalmente!) pegar a Kate de jeito. Tesão? Que nada! Fiquei foi me perguntando como eles estariam aguentando o cheiro um do outro, depois de dias sem banho, quebrando pedras, de sol a sol...

Sábado, Fevereiro 09, 2008

Paranoid Park - o filme "portfólio" de Gus Van Sant


(Fui comentar no blog do Rafa e daí já viu, né? Acabei postando...rs. Segue a adaptação do comment-post!)




Eu fui sem expectativas também, afinal, não assisti “Gênio Indomável” e, “Elefante”, embora tenha seus méritos, não é o que se pode chamar de obra-prima. Mas no caso de Paranoid Park, se eu fosse traduzí-lo em uma palavra esta seria sensibilidade.

Acho que o filme nos transporta, sim, para o roteiro. A aparente confusão se dá porque a história nos vai sendo apresentada da mesma forma e ao mesmo tempo em que Alex escreve suas memórias: aleatoriamente, fora de ordem, com detalhes que vêem aos poucos até que tudo faça sentido (para ele ou para nós).

Os inúmeros e lentos “fade ins e fade outs”, além de completarem essa idéia de lembrança e recuperação de detalhes perdidos na memória (ou o desejo de esquecê-los), casam-se perfeitamente com as cenas nas pistas de skate, sempre envolvidas numa trilha deliciosa que transforma o clichê (por isso eu tinha receio de ver um filme sobre skatistas) em uma quase poesia.

Se a história, por si só, não convence, o acabamento que Gus Van Sant deu a ela chega bem próximo disso.

Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008

Lembranças de Long Beach

Sentada na areia. De frente, o mar.
Goles de suco de uva.
Não tardou, ela chegou, a chuva.

E a alma lavada
também fazia chover.

Noite escura:
não se distingue céu e mar.
E a dor perdura,
porque é amor e é amizade.


PUTA QUE PARIU! QUE SAUDADE!!!

Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008

Quanto riso, OH!, quanta alegria, OH! ...

A Colombina descobriu que, na verdade, quem chora não é o Arlequim.

E também que não adianta ela sair fugindo do salão: ainda que esteja longe, os confetes e
serpentinas presos em seus cabelos ou em suas roupas serão sempre a lembrança do baile que segue rolando por lá...




Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

Breguice emocional

Quando se está com os sentimentos à flor da pele a gente tem vontade de chorar por qualquer coisa. Como diria minha irmã, até com comercial de margarina (rs).

Eu, ultimamente sem tempo pra ver TV, tenho utilizado minha "breguice emocional" para prestar atenção em letras de músicas sertanejas, pagodes e afins (!) que ouço nas lotações, a caminho do trabalho ou de casa.

"Essa noite eu dormi um pouquinho
sonhei com você...
(...)
Meu bem como é maravilhoso
sonhar com você
Amor como é triste acordar
e não te ver..."
(Milionário e José Rico)

"Logo logo assim, que puder, vou telefonar
por enquanto tá doendoooooo...
Se eu tivesse o dom de fugir
pra qualquer lugar
Ia feito um pé-de-ventoooooo..."
(Jorge Aragão)

"Quando a paixão não dá certo
[não há por que me culpaaaaar]
Eu não me permito chorar
[já não vai adiantar]"
(Roupa Nova)

Anyway...

Sábado, Janeiro 26, 2008

Inversão de valores

Enquanto isso, na sexta à noite...

- Posso te fazer uma pergunta que pode soar ofensiva?
- Pode, claro!
- Você é hétero?
- É claaaaaaaaaaaaaaaaro!
- Beleza, era só pra eu saber se podia continuar pagando um pau.

Quarta-feira, Janeiro 23, 2008

"Outono é sempre iguaaaaaaal..."

O dia hoje amanheceu parecendo Outono. E eu adoro Outono!
É geralmente quando me sinto mais inspirada e cheia de expectativas...
Mas sei lá, este ano temo que, quando o Outono chegar, eu saia por aí cantando que nem a Sandy...

:-(

Terça-feira, Janeiro 22, 2008

...e sou mesmo assim, vou ser sempre assim...

É, eu sei, ando sumida. Não, não é só do blog. Ando sumida da vida!


Nas últimas duas semanas trabalhei até tarde. As férias da facul estão passando sem minhas idas ao cinema, ao bar ou às velhas e boas caminhadas pela Paulista com os amigos...


Isso não me deixa necessariamente triste, mas faz com que eu me questione todos os dias sobre a profissão que escolhi: será que é realmente isso o que eu quero? Então uma voz sussurra no meu ouvido: querida, é daqui para pior!!! (risos)


Mas sei lá, ainda não consigo me ver fazendo outra coisa. Agora, por exemplo, dei uma pausa num brief para um anúncio de oportunidade (que estou, a duras penas, tentando escrever sozinha, hahaha). A cabeça às vezes dói de tanto pensar, mas o desafio de achar o fio do raciocínio é instigante. E, ao achá-lo, aquele sabor de vitória, que faz você concluir o texto, dar uma olhadinha no seu email, levantar pra fazer um xixi, encher sua garrafa de água, tomar um café... e voltar pra começar tuuuuuuudo de novo.


Por enquanto o cansaço é apenas físico, sem estresse, o que, neste meio, é motivo de sobra pra eu sair mostrando os dentes! rssss...


E assim caminha a humanidade. Digo, a publicidade. E, no rumo dela, a Publicieide...





Pra finalizar o post, segue meu último trabalho realizado na facul em 2007: uma sátira aos programas de "dúvidas sexuais" na TV, voltada a publicitários, designers e afins (clique na imagem para ir pro Youtube, porque colocar um vídeo neste blog é punk!)



Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

Diálogo (?)

(...)

- Oras! Pegue os ursos como exemplo: todos os anos eles "fecham os olhos" para o inverno e ibernam até a primavera. Mas e aí? Por acaso o inverno deixa de existir?


- ...

(...)




(DE CONTA, Faz. "Conversas Internas". São Paulo: Editora Coração, 2008. pág.15)

"Cirurgia Cardíaca" reprisando na Sessão da Tarde

O engraçado é que hoje, a exatamente um mês de completar um ano, esse post é mais do que atual!

Se tiver paciência, releia. Mas pode substituir "Killing Moon" por "You know I´m not good"...

Sexta-feira, Janeiro 18, 2008

Tem que viver pra valeeeer...

Algumas horas antes da virada resolvi tomar um banho daqueles beeeeem demorados, com direito a cantarolar todo o meu repertório. Foi assim que cheguei a "What a wonderful world" e acho que o espírito do Sr. Armstrong devia estar dando um rolê por ali (no meu banheiro!), porque uma luz me iluminou: de fato, como o mundo é maravilhoso!!! E por que é então que eu ficaria em casa, tendo uma galerinha linda e fiel reunida num AP e contando com a minha presença para bebemorar o novo ano? Então decidi que uma boa forma de começar o ano seria resolvendo pendências, encarando os problemas (se é que se pode definir assim). E lá fui eu!

Mercado, Malzbiers, ingredientes prum mousse. E shopping e um vestido ultra-híper-mega-super colorido, porque eu queria adentrar o ano sob a energia de todas as cores!

(...)

Como pensamento positivo move montanhas, a noite, de certa forma, seguiu o meu roteiro (exceto pelas doses de tequila mal calculadas que me fizeram apagar, rsssss...).

(...)

E 2008, que ainda nem fechou o primeiro mês, já andou me mostrando "a que" veio: pra ser intenso. Sentimentos à flor da pele e muita coisa acontecendo: algumas previsíveis, outras não. Algumas desejadas, outras não. Algumas programadas, outras não. Algumas que podem ser postadas, outras não...

E, não sei se isso é bom ou ruim (mas tendo a achar que é muito bom!), sinto que aquela Baladeira que há alguns anos se despediu de cara pra cima e braços abertos cantando "Tem que viver, valer viver" está de volta, presente nas cores que desejo usar, na intensidade do querer fazer acontecer, na busca pelo tempo que não quero perder.

Não sei por quanto tempo ela pretende ficar por aqui. Mas desta vez, farei de tudo pra essa garota não escapar!

;-)

FELIZ 2008!

Quinta-feira, Janeiro 17, 2008

"O tempo passa, o tempo voa..."

- Você tá com quantos anos agora? 26?
- Meu, 29!!! É a terceira vez já que você me pergunta isso!! (risos)
- Ah, mas espera aí: uma vez você me disse que tinha 26! E você me convenceu disso! Olha só, fica ment...
- Aham, porque naquela época eu tinha!

Explosão de cácácás.

Sexta-feira, Janeiro 11, 2008

13º andar

(...) e quem passasse por lá, na rua, àquela hora da madrugada, não demoraria para perceber a única luz acesa no 13ºandar do prédio logo adiante.

Debruçados na janela, Leo e Nanda afogavam suas mágoas, já antes embebidas em algumas cervejas e engasgadas por um cigarro. Ele exorcizava seus fantasmas em ritmo frenético, verborragicamente. Ela permanecia em luta contra os próprios pensamentos.


"É exatamente por isso que eu te amo, seu bobo!", pensou em silenciá-lo.

Mas nem no instante em que se olharam na direção da boca um do outro ela deixou de pensar que dizer aquilo lhe doeria os ouvidos.

Ela exorcizava seus fantasmas em ritmo frenético, silenciosamente. E ele permanecia em luta contra seus próprios instintos.

(...)

Domingo, Dezembro 30, 2007

Retrospectiva 2007 -> Sem dúvida, o pior post do ano!

Ontem à tarde eu zapeava na TV quando me deparei com um daqueles programas de retrospectivas, tão comuns nessa época do ano. A tragédia relatada naquele momento era a cratera que se abriu na região de Pinheiros, por conta das obras da linha amarela do metrô.

"Ué!", pensei, "Mas isso não foi no ano passado, quando eu ainda trabalhava no Cellep?". Foi então que me dei conta de que no início deste ano eu ainda trabalhava lá, antes de ir pra Totalcom e, depois, pra Fischer. Obviamente que
essa tentativa de reconstituir o ano me levou a ficar "viajando" numa retrospectiva particular. E pensando bem, em 2007...

...após muito tempo, me descobri apaixonada. Platônica e escancaradamente apaixonada. E no melhor estilo adolescente: não correspondida, com muito ciúme e colecionando ceninhas e pitis. Uma váia pra mim que eu mereço!:-(
...algumas músicas martelaram na cabeça: demorei pra conseguir deixar de ouvir "Na sua estante" (Pitty) e "Gotta get myself into it" (The Ra
pture). Agora tento me livrar de "Young Folks" (ah, essa não sei de quem é, rs). E, na reserva, sempre tem "Tainted love" pra cantarolar e quebrar silêncios, heheheh.
...fui vip: no Planeta Terra (viva os amigos!) e no Blue Men Group (viva o trampo!).
...passei a curtir outros gêneros musicais e baladas (salsa, merengue e samba-rock agora fazem parte do meu repertório).
...ganhei um mp4 de aniversário, recheado de músicas "fofamente" distribuídas em pastas personalizadas para "todas as garotas" aqui do blog. A minha é a maior e mais eclética, hahahaha. Ah, uma salva de palmas pros amigos mais fofo
s do mundo inteiro! Graças a eles as cenas que vejo e que dariam roteiros, agora têm trilha sonora! :-)
...houve muito choro, por N motivos (não sei dizer se a cada hora por um ou por todos juntos). Sem sombra de dúvidas, foi o ano da Tepeêmica (a família que o diga!). Mais uma váia pra mim! :-(
...também foi o ano da Publicieide: conforme postagens, ela descolou o estágio num puta grupo e hoje trabalha numa puta agência! E tudo isso graças a um(s) puta amigo(s) e a uma puta sorte! E tudo isso no segundo ano de faculdade e em poucos meses! Ela tem aprendido muuuuuuuuito (e se desgastado fisicamente também). E é só o
rgulho e felicidade! :-D
...conheci pessoinhas muito singulares, ímpares e, por esta razão, i-nes-que-cí-veis! Algumas, por sinal, tornaram muito especiais alguns momentos, incluindo as "despedidas" por conta das trocas de emprego. "Faz parte", alguém diria, mas eu ainda me emociono com certas coisas, gentem...rs. E ainda tem gente surgindo. Coisa boa! ;-)
...consegui o corte de cabelo que sempre quis (mas após dois tapas no visual, a moçoila-mãos-de-tesoura resolveu fechar o salão e ir tram
par na Chilli Beans! :-S Fala séééééério!!!!).
...teve muito churrasco, muito casamento, e muita festa no ap! Reuniões de gente bacana e sessões nostalgia. Oportunidades únicas de matar a saudade dos outros (e do outro) ou de estar mais próxima do outro (e dos outros).
...o bicho pegou na facul e, no finzinho do 4º semestre, um exame me deixou com friozinho na barriga. Quem disse que seria fácil?
...nosso blog foi lido por pessoas que eu admiramos e a Publicieide teve duas notas no Blue Bus e um Criado-Mudo publicado no CCSP! Nada muito relevante, mas é que a gente adora o hall da fama, hahahahahhahaha.

...a Espiral não foi tanto ao cinema quanto gostaria, mas gostou de "Ratatouille", não gostou de "O Passado" e odiou "O amor nos tempos do cólera". Fomos a alguns Noitões mas, a julgar pelo nosso atual pique, poderiamos escrever resenhas com uma só letra: uma repetição de Z.

Enfim, 2007 foi um ano cheio de recheio e de "coisas introspectivas a nivel de mim mesma" (heheheh). Ano de lidar com o meu melhor e o meu pior, dosando a distribuição de ambos (Complexo? Não, completo). Errei pra caramba, é fato. Mas o bom é que dentro de dois dias terei a chance de recomeçar de outro jeito: do meu jeito. E seja o que Deus quiser...


FELICIEIDES PRA VOCÊS EM 2008!



Um grande beijo e até lá!



Post(umo) de Natal

Eu tinha 6 anos recém completos e aquele seria meu primeiro Natal após "descobrir" que Papai Noel não existia (faltou pouco para minha mãe bater na vizinha que me fez a tal revelação).

Meus pais, mais aventureiros que o Indiana Jones, resolveram nos levar (eu e minha irmã, que tinha 3 anos) para escolhermos nossos presentes em alguma loja de brinquedos localizada no centro da cidade, mais precisamente na General Carneiro, ali nas imediações da Rua 25 de março (!!!).

Eu, a pessoa-mais-decidida-do-mundo-desde-pequenininha, sabia exatamente o que queria: uma boneca grande, da minha altura! (como era de praxe, minha irmã se contentaria em ter uma igual).

Então, deu-se início à peregrinação. Lembro-me de passarmos por várias lojas e em nenhuma delas havia uma boneca "do meu tamanho". Por fim, ao chegarmos num superlojão de brinquedos ao final da ladeira, bastaram alguns minutos de conversa com a vendedora para que ela me apresentasse a Simone, uma boneca loira, com olhos azuis, vestindo blusa xadrez, saia jeans e sapatos brancos. Ah, e que tinha a minha altura!

"Ufa, perfeita!", minha mãe deve ter pensado, já exausta daquele programa de índio. "Você tem outra igual a essa?", ela perguntou à vendedora, que prontamente saiu em busca da outra boneca.

Mas eu continuava lá, encarando a Simone e fazendo cara de poucos amigos.

- O que foi? - minha mãe me perguntou, abaixando-se diante de mim. - Não era uma boneca assim que você queria? Grande, da sua altura?
- Mãe, eu não quero essa boneca! Ela tem dentes!!!

Sim, ela tinha um sorriso idiota típico de bonecas, mas ao invés daquela mancha branca comum à maioria, ela possuia a demarcação dos dentes, mais precisamente os dois da frente, superiores, o que lhe rendia um ar ainda mais idiota.

Lembro-me da minha mãe respirando fundo e meu pai fazendo cara de que não era com ele. A partir daí, a história se resume à vendedora buscando caixas e mais caixas de bonecas e eu achando defeito em todas: "Essa não é loira!", "Essa não é grande!", "A roupa dessa é feia". Até que, finalmente, a vendedora encontrou uma que poderia me agradar.

"Graças a Deus!", deve ter pensado minha mãe, voltando-se à vendedora: "Você tem duas dessa?". Não. Não tinha. E vocês podem não acreditar, mas eu ainda consigo me lembrar da expressão corporal da vendedora, no melhor estilo "estou entregando os meus pontos".

A essas alturas, meu pai já estava lá na porta, impaciente. E minha mãe ali, de joelhos, diante da minha irmã, olhando-a nos olhos (e nessa época nem existia Super Nanny!), tentando desesperadamente, quase em súplica, convencê-la das possíveis vantagens de ter uma boneca diferente da minha e, portanto, de ficar com aquela coisa horrorosa cheia de dentes.

Não me lembro quanto tempo levou essa "conversa" delas, só sei que minha mãe a convenceu. E então todos sorriam: a vendedora exausta, a minha mãe realizada, a minha irmã enganada e o meu pai, já sacando o talão de cheques diante do caixa.

Mas eu continuava lá, parada no mesmo lugar, diante de todas aquelas bonecas que pareciam estar me olhando. Minha mãe se aproximou. Desta vez, era ela quem tinha a cara de poucos amigos:

- O que foi agora?!?!?
- Mãe, eu quero aquela boneca que tem dentes!!!



Quarta-feira, Novembro 28, 2007

SMS de S.O.S.

"Desabafo: tô no metrô. 2 crianças de frente pra mim. Parecem irmãos. Um com a suposta avó e o outro com a suposta mãe. Os dois têm um dos olhos muito fudido. Parecem ter levado um soco cada. Me deu vontade de chorar."

Domingo, Novembro 11, 2007

Um post que não merece título. E muito menos o título de post.

(...)

Sentou-se diante do computador. Abriu o word. A tela branca. A mente, idem.

Jogou-se para trás, cruzando as mãos sobre a barriga. A testa franzida.

Ajeitou-se na cadeira, conectou seu mp3 e selecionou... não, não selecionou nada. Deixou rolar um som aleatório. De qualquer forma, nada tiraria da sua mente a música que lá ecoava.

"Take me ooooon..."

Cruzou as mãos novamente, levando os braços lá pra frente, estalando os dedos. Despertou. E pôs-se a digitar freneticamente.

"No I never felt this way before"

Deu-se conta de que não precisava de um tema, um assunto ou qualquer coisa que fosse para que um texto fluisse.

"Look at me now... Will I ever learn?"

Precisava apenas de algumas músicas que "distraissem" seus pensamentos...Mas enquanto as ouvia, ia cantando. Sim, duas tarefas simultâneas. Como conseguir realizar a terceira?

(...)



(Maninho, sorry, mas eu tentei! rs)

Terça-feira, Novembro 06, 2007

Auto-Esporte (agora, para mim) é cultura!

Estava eu aqui, folheando uma pilha de revistas do segmento de automóveis (categoria com a qual tenho muuuuuuuuuuuita a afinidade) e pensando: "Ó, senhor, me ajude a achar essa leitura atrativa, please!".

E então descubro que o nome CIVIC é um palíndromo !!! Pois é, bastou uma palavrinha nova pra eu acordar, escrever o post e me sentir pronta pra voltar pra pilha de revistas!!!

Cada coisa...

Quinta-feira, Outubro 25, 2007

A aula de ontem foi tão produtiva!!!

Eu aprendi:

- Que as bibliotecas são fontes de coliformes fecais
- Que o urso panda só faz sexo uma vez ao ano
- Que existe um passo-a-passo para fazer uma inseminação artificial caseira
- Que somente um mestrado/doutorado é capaz de notar a regra de três nos mercados (a embalagem dimunui e o valor aumenta)

Não, minha gente. Posso assegurar que não tem biologia nem matemática na grade do meu curso...

Quarta-feira, Outubro 24, 2007

Degustação de bafos. Tá a fim???

(Afff... A saga continua!)

Os anjos resolveram brincar de cuspir sobre a cidade e pronto: fez-se o caos!!!

Uma hora e vinte de busão (num percurso que leva, no máximo, 45 minutos) e mais uns 25 minutos ESPERANDOPARACONSEGUIRENTRARNOMETRÔ. Pronto: lá está, tempeêmicamente apertada entre outros seres, a impacieide, aquele doce de menina! }-)

Entre freadas bruscas, mp3 "públicos" e conversinhas fora de propósito, descobri duas coisas: a primeira é que todo mundo tem mais de 1,65m de altura. A segunda, que meu olfato é mais-que-super-hiper-mega-maxi-apurado!

Então, na falta do que fazer (além de desejar uma máscara daquelas que o Michael Jackson costuma usar de vez em quando), me pus a catalogar os aromas que vinham em direção ao meu (não tão amigável) rostinho.

GENTEEEEEEM!!!
Tem bafo de bafo (de baba),
bafo de café,
bafo de cárie,
bafo de fossa,
bafo de bosta.
E acreditem, tem até
bafo de chulé!

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaargh!!!

( Pensando bem, não é difícil entender por que tantas mulheres usam salto... :-/ )

Terça-feira, Outubro 23, 2007

Bom dia por quê?

Perdi a hora. Vesti qualquer calça que me apertava a barriga e qualquer blusa que a cada dois passos...flupt! Subia.

Cheguei atrasada e já haviam me ligado. Lei de Murphy? Imagina...

Acabei não tomando minha dose diária de cafeína diluída num mocaccino, mas ainda assim, consegui cumprir o prazo.

Vestida para matar (alguém de vergonha), aproveitei a hora do almoço para ir desfilando (com lenço, com documento e sem bilhete único!!!!)até o shopping. Ia apenas deixar uma calça pra fazer a barra, mas acabei comprando outra. Sim, fui pega pelo vírus do consumismo desenfreado! :-(

Pulei a refeição.
Pulei pra uma reunião.
Saí da agência "mó cedão"!
Uma hora no ponto. Cadê o busão?!?!?!
E ao abrir meu email, já na facul... Nossa, quase morro de emoção...


"Contaminar positivamente"?
"Imensa beleza que existe" na minha alma?

Ah, vai se #$%@* !!!
Eu tô na tpm, %*#@§!!!
Humpf!

Quarta-feira, Outubro 17, 2007

Faça de conta que hoje é 05 de outubro, ok?

Duas vezes no mesmo ano: a mesma sensação, a mesma euforia, a mesma melancolia pela despedida, o mesmo gostinho doce de mais uma vitória, o mesmo friozinho na barriga pela expectativa do novo. De novo!

Há exatos 6 meses eu postei aqui sobre as cores da minha felicidade pela conquista de uma vaga na Totalcom. E agora, após um mês inteiro de um sofrido (e até divertido!) processo seletivo, eu consegui: entrei para o planejamento da Fischer América!

MSNcamente eu gritei. Em casa, sozinha, eu chorei. Mas o que prevaleceu mesmo foi o riso fácil e involuntário, daqueles que geram cãimbras nas bochechas, sabe?

E entre abraços, ligações, emails e torpedos de agradecimento e/ou compartilhamento de alegria, me dei conta do que é, de fato, o mais importante em momentos como esse: as relações que você constrói ao longo da vida.

Enquanto alguns me dedicavam seus nicks ("Entrou na Fischer? Então merece baladenha Trash 80´s" / "Parabéns pra Lu e uma palma pra Jesus" / "A Lucy está 'in the sky' como diriam os Beatles"), a galera do C.I. "confabulava" a elaboração de um porta-retrato com toda a equipe. E, após o famoso almoço de despedida, uma homenagem no blog da Evy.




É nessas horas que nunca sei ao certo se olho pra cima e pergunto "Eu mereço?", ou se simplesmente agradeço e digo Amém...




(Puxa! E não é que eu já havia me esquecido do quanto é gostoso descarregar meu mundo por aqui? :-D)

Segunda-feira, Agosto 27, 2007

(tô com uma séria dificuldade em escrever títulos)

Já faz algum tempo que eu deixei de brigar com o espelho. É sério!

Antes eu me trocava e ficava horas com o tal objeto nas mãos, tentando ver o meu reflexo no outro, que fica na parede. Queria me ver de frente, de costas, de lado, de cima, de baixo, numa tentativa inútil de enxergar o meu 3D.

Até que um dia me caiu a ficha de que isso não passa de uma forma que a gente inventou de tentar se ver como os outros nos vêem (ou nos veriam). Ou vai me dizer que você não dança no provador da loja pra saber se a blusa vai subir muito quando você tiver na balada de braços pro alto? Ou que não se senta no banquinho que tá lá e dá uma olhadinha para trás, no espelho, pra ver se a calça vai te fazer pagar cofrinho? Nestas ocasiões, não seria a suposta opinião alheia o fator determinante na sua escolha?

Bom, como eu disse, há algum tempo tomei consciência disso e deixei de ser "Pixar" pra me contentar em ser um simples "Walt Disney". Agora me olho apenas de frente e, se o que vejo me agrada, basta! Deixo com que as outras dimensões incomodem aos desocupados e não mais a mim.

Talvez por isso hoje eu tenha saído de casa com um sutiã preto e uma blusa cor-de-rosa, que "é forrada e ninguém vai perceber". Ah, tá... E o pior é que justamente nessas horas não aparece nenhum desocupado pra te lembrar que o forro está apenas na parte da frente...

:-)

Churrasquinho com a galera do trabalho,
baladinha com uma turma diferente,
cervejinha (escura, claro!) com os amigos de sempre.

Eu chamaria de "fim-de-semana Bradesco": completo.

Quarta-feira, Agosto 22, 2007

Sinônimos

Ai, eu amo o Google!

Quarta-feira, Agosto 15, 2007

(não consegui pensar num título...)

O Bluebus (sim, eu odeio me repetir, mas enfim...) publicou hoje uma nota sobre um robô que "vigia o que você come e não [te] deixa sair da dieta".






Agora, fala sério! Com essa cara de marshmallow, essa coisa vai conseguir convencer alguém???

Terça-feira, Agosto 14, 2007

O novo casal Avon

"O estilista Tom Ford quer lançar uma colônia 'Anderson Cooper 360', com o nome do âncora-estrela da CNN. A 1a oferta foi recusada ha alguns meses, mas Cooper, que é filho da socialite e estilista Gloria Vanderbilt, teria concordado em pensar com mais calma sobre o assunto. O projeto da fragrância foi citado em um artigo do Los Angeles Times que analisa o estilo de Cooper como jornalista - a emoçao, a sinceridade, a naturalidade - e é considerado pelo autor do texto uma boa ideia para ajudar na construçao da 'marca' Anderson Cooper. Nenhuma palavra sobre o fato de que lançar um perfume com seu nome poderia afetar a credibilidade do âncora."
(nota do
BlueBus)

Agora, cá entre nós, se a moda pega por aqui, alguém duvida do sucesso de vendas, marketing, branding e afins (viu, Publicieide? Tô aprendendo!) que William Bonner e Fátima Bernardes causariam como "casal Avon"???

Segunda-feira, Julho 30, 2007

Assistindo ao "Café Filosófico" de ontem...

Meu coração,
Não sei por que,
Bate feliz
Quando te vê!
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim,
Foges de mim...

Ah! se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito e muito
Que te quero!
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim...
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor
Dos lábios meus
À procura dos teus

Vem matar esta paixão
Que me devora o coração
E só assim então
Serei feliz
Bem feliz...



(e não estamos falando de Chambinho...)

Terça-feira, Julho 17, 2007

Promessa

Avião sem asa.
Fogueira sem brasa.
Sou eu assim sem você.

Futebol sem bola.
Piu-piu sem Frajola.
Sou eu assim sem você.

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim?
Eu te quero a todo instante.
Nem mil auto-falantes
vão poder falar por mim.


Eu não existo longe de você.
E a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver.
Mas o relógio tá de mal comigo.

Por quê? Por quê?


(Um mês sem chocolate!!!!! AAAAAAAAAhhhhhhh...)

Sexta-feira, Julho 13, 2007

Post sem dona

Semana passada, eu e as meninas assistimos ao novo filme de Beto Brant: Cão Sem Dono.

Daí que, por pelo menos 10 dias, tentamos entrar num consenso, discutindo as impressões de cada uma sobre o filme e decidindo a quem caberia a missão de postar. Como vêem, sobrou para mim...

No entanto, a julgar pela minha "falta de inspiração" para sintetizar críticas tão peculiares em um único texto (ou, sendo mais sincera, falta de habilidade para redigir uma resenha), optei por ceder "o meu espaço" e transcrever um parágrafo de cada uma. O resultado? Muitas pérolas...

"Queria que o desenho da minha sobrancelha ficasse como as dela... (...) Ai, ser magra é tudo! Meu, tudo que ela usa fica perfeito, até mesmo o gesso na perna! (rs...)"
(por Baladeira)

"Afff! Olha, que beijo técnico é um beijo sem língua, todo mundo tá careca de ouvir os atores falarem. Agora... sexo oral técnico, existe?"
(por Neurótica, Tepeêmica e Inconformada)

"Bom, o fato é que, enquanto eu estava ali, diante da tela, uma coisa ficava martelando na minha cabeça: a cerveja.

É, eu sei que o filme se passa na região Sul, e que, portanto, a marca da cerveja que aparece diversas vezes não deve ser comercializada por aqui (pelo menos eu não consegui identificá-la). No entanto, apesar de as garrafas aparecerem sempre "viradas", impedindo a visualização da marca, os rótulos se mostram o suficiente para permitir sua identificação. Logo, minha dúvida: patrocínio ou mídia expontânea?"
(por Publicieide)

Quanto a mim, queria apenas destacar que curti cada "fade in" e "fade out" que marcam o tempo do filme. E saí da sala ma-ra-vi-lha-da com a cena em que Ciro se vê numa forte crise de abstinência. Seu vício? O amor.

Quinta-feira, Junho 28, 2007

Bloco de anotações

Um bloco de anotações, a princípio, é apenas um bloco de anotações. Blah! Iniciar um texto com uma redundância idiota seria um bom motivo para eu rasgar essa folha, amassá-la ou simplesmente rabiscar o texto e recomeçá-lo.

Mas as coisas mudam um pouco quando se está escrevendo em um bloco de anotações. Principalmente se este é espiralado. Ah! Fica tão mais fácil virar a folha e começar tudo de novo! E, no fundo, a gente sabe que nem tudo o que foi escrito lá na página anterior é descartável.

Às vezes me pego folheando a(s) página(s) anterior(es) para ver se ainda há coerência no que estou escrevendo. Essa tarefa se torna mais divertida quando elas estão preenchidas em frente e verso. Daí
o bloco de anotações vira um objeto lúdico, ganha ares de "cubo mágico" em minhas mãos, enquanto eu vou girando-o de um lado para o outro sem a mínima lembrança do porquê da primeira ação.

O triste é que sempre acabo me perdendo nesse
voltar-para-consultar-a-idéia-anterior. Então, dou-lhe um "reset": eu o fecho. Seguro-o com a capa voltada para cima, o espiral na parte superior. E volto a folheá-lo desde o início.

Então eu me deparo com anotações que, não sei por que, insisto em fazer quando vou a palestras, workshops ou exposições (ou mesmo no ônibus, na volta destes lugares), mesmo sabendo que não vou passar a limpo de imediato, e muito menos entender o que escrevi uma ou duas semanas depois. E o resultado são textos mal escritos ou mal acabados. Como este aqui...



(texto passível de uma revisão)



Segunda-feira, Junho 25, 2007

Semana passada eu fiquei sabendo que só eu não sabia...

... que a Lisa Minelli é filha da Jude Garland.
... que o Gotan Project veio ao Brasil para (um único) show em São Paulo.
... que "parlez-vous anglais?" é o mesmo que "do you speak english?".
... que Catarina é o nome de uma rosca com frios (e também o nome da "solitária", argh!).

Terça-feira, Junho 12, 2007

Quinta-feira no Madame,
Sexta-feira no Matrix,
Sábado na DJ,
Ai, ai...
Feliz Dia da Árvore!

Segunda-feira, Maio 28, 2007

"Quem sabe ainda sou uma garotinha..."

Eu tinha 7 anos de idade. Acordei cedo (sozinha!), me troquei e fui despertar minha mãe. Ela deveria estar tão ansiosa quanto eu, mas não duvido que tenha se sentido frustrada também, ao ver-me despedindo-me dela sem uma lágrima sequer. Pelo contrário, tinha no rosto um sorriso de satisfação e o olhar da expectativa da descoberta.

Naquela época, o pátio da escola parecia não ter fim e as escadarias, idem. Todos ali (incluindo eu) não haviam feito pré-escola e, por esta razão, necessitavam desta fase de "adaptação". As salas haviam sido detetizadas e por isso ficaríamos todos juntos naquele dia. Logo éramos cerca de 30 crianças numa sala de aula, atentamente observadas por 3 "tias".

Após todo aquele blablablá de apresentações (do qual, sinceramente, não me lembro), nos foi entregue uma folha de sulfite e dispostos, sobre uma enorme mesa no centro da sala, alguns lápis de cor e giz (qual o plural de giz?) de cera. "Façam o desenho que quiserem!", uma das tias ordenou.

Então, eu desenhei uma garotinha-bailarina-com-rabo-de-cavalo-e-sobrancelhas-grossas (mais auto-retrato impossível). Logo acima dela, um relógio de pulso com pulseiras vermelhas (igual ao que eu estava usando) e, em volta de tudo isso, um rato, um gato e um cachorro (que eu tinha aprendido a desenhar por aqueles dias, diferenciando-os apenas pelo formato das orelhas).

"Tia, acabei!", devo ter dito. "Então, agora você vai criar uma historinha sobre o desenho e contar pra tia escrever pra você." "Mas eu sei escrever! Posso escrever???", meus olhos devem ter saltado diante da possibilidade. "Errr... você já sabe escrever?! Então tá, pode sim!".

Claro que não sei se tudo aconteceu assim como escrito agora (lembrem-se de que temos uma "memória criativa" também...), mas o fato é que eu não sabia por onde começar a contar uma história com aqueles objetos que, aparentemente, não tinham nenhuma ligação um com o outro. Mas eis que "Euréca!", a Espiralzinha pensou.

Na época eu era uma devoradora de histórias em quadrinhos e carregava essas referências. Então, tratei de circular o relógio, que estava acima da bailarina, com uma espécie de nuvem. Mais algumas "bolinhas" em direção à cabeça da menina e eu tinha uma garota pensando num relógio! Ao lado dos pés dela, onde estavam os bichos, um de frente para o outro, desenhei uma miniatura daquele relógio, com uns fios de linha vindos lá de cima, insinuando a queda do objeto que viria ser o centro das atenções da bicharada.

E a história tava pronta! Algo como "Era uma vez uma bailarina que era muito sozinha. Mas ela tinha três amigos: um cachorro, um gato e um rato. A bailarina sonhava em ganhar um relógio. Um dia ela estava dançando no salão e os bichos ouviram um barulho no telhado. De repente, uma telha "abriu" e caiu um relógio que tava lá em cima. Os bichos pegaram o relógio e deram para a menina, que ficou muito feliz!"

Relembrando isso, agora, acho bizarro, me faz rir, mas na época foi a coisa mais natural do mundo. E, embora eu não consiga me esquecer do semblante da professora conversando com as outras tias, à distância "...mas a história da menina..." (isso foi tudo que consegui ler de seus lábios), fico me perguntando: onde está aquela naturalidade em escrever de outrora? O que me distancia daquela garota de 7 anos? Outros 20? Não sei...

Talvez seja culpa do "balão" que acaba de se desenhar por sobre minha cabeça: vazio.

TAN(ta)GENTE

Eu não vi Homem Aranha 3, nem 300, nem Matrix, nem Senhor dos Anéis (e Harry Potter, só o primeiro!). Não leio Clarice Lispector, nem Paulo Coelho, nem Nietzsche, nem Gasparetto. Não ouço Mutantes, Caetano ou Maria Rita. Não assisti Friends e Lost não passou de uns dois episódios. Também não vi o Tapa na Pantera e não faço idéia de como seja a melodia de "Vai tomar no cu".

...

...

...

(E daí?)

Cenas Surreais

CENA SURREAL 1

De manhã, no Metrô Carrão, eu vi o Salvador Dalí. À noite, no Center 3, o Adam Sandler.


CENA SURREAL 2

Já viram dois mudos tagarelando gestualmente? Acho fantástico!


CENA SURREAL 3

Pois é, pensei que o homem de terno, gravata e mãos nos bolsos - que andava de um lado para outro enquanto falava - estava "palestrando" para uma barraca de pamonhas (!). Mas não passava de uma conversa ao celular com a utilização de um fone...


CENA SURREAL 4
(essa aconteceu duas vezes no mesmo dia!)

Eu, de pé, no metrô, perdida nos meus pensamentos, ouço uma voz feminina estridente tomando seu espaço em meio a tantos blablablás. Olho para a direção da voz e vejo um homem conversando. Claro que a voz não era dele(s), mas fiquei me deliciando com a dublagem digna dos estúdios de Herbert Richers...

Sexta-feira, Maio 25, 2007

Os raios não caem duas vezes no mesmo lugar...

...mas a tarrachinha do brinco sim!!!

Anteontem eu tava no laboratório de informática da facul e minha orelha começou a coçar.
E eu a cocei.
E o brinco caiu.
A tarrachinha sumiu.
Mas eu a encontrei!

Então, hoje eu tava lá,
no mesmo lugar.
E a coceira ressurgiu.
E o brinco caiu.
E a tarrachinha, desta vez,
foi pra @$%#@$%# !!!!

Segunda-feira, Maio 21, 2007

Bichos da Cidade

(Organizando umas pastas lá em casa encontrei esse texto, escrito numa das aulas do Projeto Redigir, tendo como proposta a de desenvolver um texto narrativo inserindo 3 elementos sorteados - no caso 'lanchonete', 'Amazônia' e 'casal' .)

- Não, não e não! Já disse que não!

Estela saiu batendo a porta, enquanto Mauro limpava o quintal.


"Isso já é demais!", pensava ela, dirigindo-se à Big Burger, uma lanchonete a uns dois quarteirões dali.

Pelo caminho, ia refletindo sobre os últimos dois anos de sua vida, desde que casara-se com Mauro. Lembrou-se da festa de casamento, do bolo, do álbum de fotografias. Pensou nos convidados e, por um instante, chegou a esboçar um sorriso. Seu rosto, no entanto, desobedeceu-lhe, assim que ela se lembrou de que todo esse comportamento estranho, que Mauro apresentava agora, tivera início na lua-de-mel.

Na ocasião, Mauro, amante da natureza e mochileiro de carteirinha, havia ganho de presente do seu chefe um pacote turístico de sete dias pela região Norte do Brasil. O pacote dava direito, inclusive, a um passeio ecológico pela Amazônia.

- Querida, você sabe que eu sempre sonhei com isso. É a nossa chance!
- Maurinho, você sabe que eu odeio mato, odeio mosquitos... E depois, lá nem deve ter banheiro!
- Amor, se você quiser poderá ficar no hotel, enquanto eu faço o passeio pela Amazônia com os guias.
- Ah, claro! Nossa lua-de-mel e eu sozinha num hotel? E você vai estar fazendo o quê? Correndo atrás da Jane?!?

A lua-de-mel fora no Rio de Janeiro. Certo dia, em meio aos caprichos de Estela (e compras, e fotos no bondinho, e no Cristo Redentor, e "olha que lindo o calçadão!"), Mauro entrou em uma loja de souvenirs, dessas destinadas a estrangeiros que procuram por objetos que tenham "a cara" do Brasil. Não demorou muito para que saísse de lá com uma sacola cheia de araras, mico-leões, jaguatiricas. Eram de todos os tamanhos, cores e tipos.

De volta a São Paulo, Mauro adotou como hobbie o ato de colecionar tudo o que fosse referente à Amazônia. Em poucos meses, as paredes de sua sala estavam repletas de tais objetos.

"Mas depois vieram os animais empalhados, com aqueles olhos vivos, me observando pela casa... E agora... Não! Assim não dá!"

O farol abriu e Estela atravessou a rua, passando em seguida pela porta giratória da lanchonete. Tratava-se de um lugar simples, com cara de boteco e cheiro de padaria.

Era lá que trabalhava Ana, sua cunhada e confidente. Àquela hora da manhã, Ana encontrava-se limpando as chapas, antevendo o grande movimento das tardes de sábado. Estela foi ao seu encontro.

- Estela, que surpresa boa, a essa hora da manhã!
- Oi, Ana. - respondeu-lhe Estela, cabisbaixa. - Preciso te contar sobre a última que seu irmão está aprontando.
- O Mauro, aprontando? Pôxa, pensei que você estava aqui pra me contar uma novidade... - ironizou Ana, sorrindo.
- Mas desta vez é diferente, tenho que pôr limites! Imagine você que ele...

- PARADAS AÍ! MÃO PRO ALTO!!!

Estela fora interrompida por dois sujeitos que adentraram na lanchonete sem que elas percebessem. Tratava-se de Vagnão e Rubinho, uma dupla de ladrões que tentava assaltar todo tipo de comércio da região, sem sucesso.

- Puxa, são vocês... - Estela se recompôs do susto.
- Como assim, dona? Tá tirando? Tá achando que nóis num é capaiz de causar, é? Hoje nóis tamo armado! Mostra ae, Rubinho! - Vagnão tentava intimidá-la.

Rubinho, por sua vez, com uma arma em punho, tremendo mais que um celular no vibra call, enxugava o rosto molhado de suor com as costas da outra mão. Nervoso, repetia o que Vagnão havia dito:

- É isso aí, dona! Hoje nóis vamo causá, nóis tamo armado!

Estela virou-se para o lado de dentro do balcão e percebeu que Ana já não estava mais lá. Notara, então, que teria que continuar a negociação sozinha.


- Calma, gente. - dizia ela. - O que vocês vieram buscar? Vejam bem, são nove horas da manhã, não há caixa ainda, não temos dinheiro!

Vagnão e Rubinho entreolharam-se e havia uma interrogação sobre suas cabeças. De fato, o que tinham ido fazer ali?

- Então, vamos fazer o seguinte, - Estela tentava não gaguejar - vocês vão embora e nós não damos parte à polícia. Tudo bem?

Antes que os ladrões pudessem ter tempo de refletir sobre a proposta, eis que surge Mauro, trazendo a ponta de uma corda em sua mão direita, o celular na outra. A outra ponta da corda, por sua vez, estava presa ao pescoço de uma onça-pintada!

- A Ana me ligou, disse que vocês estavam em perigo...

Ao ver a onça, Rubinho jogou a arma para o alto e saiu correndo. Vagnão ficou tentando segurar o objeto, comicamente, como se estivesse com uma batata quente nas mãos. Apontando a arma para a onça, saiu, posando de valente.

- Tem volta viu dona? - ameaçou.

Estela, que quase desmaiara, agora pulava no pescoço de Mauro, enchendo-o de beijos e ignorando a onça.

Ana, atrás do balcão, sorria, simplesmente.

Sexta-feira, Maio 11, 2007

Beth, A Feia, ganha versão brasileira

Anteontem, tarde da noite, chego da faculdade e, enquanto tapo um buraco no meu estômago, ligo a TV. Pra quê...

Uma deputada dava xilique no plenário, atrapalhando a sessão com seu choro, enquanto gaguejava "O Clodovil... O Clodovil...". O deputado mais votado do Brasil teria dito que hoje as mulheres trabalham deitadas e descansam em pé (!). As mulheres "de Brasília" teriam se ofendido. E a tal chorona teria ido tomar satisfações.

A resposta dele (repetida, inclusive, à imprensa): que ela não deveria se sentir ofendida porque é uma mulher feia e, portanto, não serviria nem pra prostituta!

Afff, eu já tava terminando meu iogurte e ia pegar o controle remoto mas, como se não bastasse, ainda deu tempo de ouvir
"...federais aprovaram reajuste de 28,53% nos próprios salários e passarão a ganhar 16 mil e...".

E eu zapt. Humpf!


(e se quiser, você click!)

Quarta-feira, Maio 09, 2007

VOLTAMOS!!!!!

Enfim, gentem, é isso: não conseguimos contato com o provedor, a "casa" nova ia demorar pra ficar pronta (já que eu e as garotas sofremos da falta-de-habilidade-htm-élica-aguda), então a gente achou por bem continuar postando (ando, ando) por aqui mesmo. Afinal, O SHOW NÃO PODE PARAR!!!! (hehehehe...).

Ah, e como eu fui a única "prejudicada" pela perda do perfil (sim, tive que criar outro, humpf!), vou tentar fazer um trabalho de branding (é isso mesmo,
Publicieide?) para que vocês não me confundam com a Espiral nos posts anteriores... Lá vai!

Os posts AZUIS são da BALADEIRA!!!
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(hehe...)

Beijinhos e inté!

Terça-feira, Maio 01, 2007

A IDA DE QUEM NÃO TINHA VINDO

Caros leitores,


Este post não é necessariamente um post, mas um misto de desabafo com prestação de contas e satisfações dadas. Não escrevo há tempos, eu sei, e por isso mesmo gostaria que soubessem os motivos que causaram esse "buraco" no blog.


A velha falta de tempo, por uma nova razão!

O principal, talvez, tenha sido a conquista de um estágio (u-huuuuuuu!!!!) no Centro de Informações da
TOTALCOM. Pois é, a vida é mesmo estranha: agora que os assuntos me atropelam, não tenho tempo para transcrevê-los (embora a necessidade seja constante!).


Senhas, logins e afins

Outro fator causador deste "impedimento" de postar se deve ao fato de que o BLOGGER modificou sua versão, complicando minha vida na hora de administrar os vários perfis. Ok, eu explico!

Como alguns sabem (e quem não sabia, fica sabendo agora), o NECESSIDADE DE ESCREVER é escrito apenas por mim, Lucieide Oliveira. Os perfis foram criados com o intuito de eu me sentir livre para escrever sem ter que me apegar ao uso de temas, vocábulos ou tons "ideais", tão comuns no meio blogueiro. Isso facilita a produção de textos e me permite postar de acordo com meu humor ou "estado de espírito". Ou melhor, permite que "elas" postem: a Espiral com seu português (próximo do) correto, a Baladeira com seus "queridos diários", a Neurótica com seus insights impulsivos, a Publicieide com suas viagens acerca do mundo publicitário e, por fim, a Faz-de-conta que, ao contrário das demais, tem em seus textos um conteúdo totalmente fictício.


Fui mexer no que tava quieto...

Enganei o servidor o quanto pude, utilizando apenas uma conta de email para os 5 perfis. Mas eis que hoje resolvi colocar o blog em dia, convocando a Baladeira para escrever um daqueles "posts-livro" que só ela sabe (e gosta de) fazer! E deu-se início à "nossa" dor-de-cabeça...

Ao tentar "migrar" os perfis pra nova conta GOOGLE, de cara, sumiram dois perfis: o meu (Espiral Psicodélico, dona oficial do blog) e o da Baladeira. Ou melhor, eles viraram um só e os posts dela, escritos em azul, agora aparecem assinados por mim. Para vocês que nos lêem há algum tempo, sem problemas. Para os novos leitores, sem sentido...

Sendo assim, quero avisá-los de que tentarei contato com provedor a fim de recuperar o perfil perdido. Porém, não descarto a possibilidade de providenciar outro endereço, afinal, fase nova pede tudo novo, não é?

Desde já obrigada pela audiência! E, caso pinte uma necessidade de me contatar,
clique aqui.



Um grande beijo e (se Deus quiser) até breve!

Lu

Sexta-feira, Março 23, 2007

E ainda têm coragem de dizer que português é burro...

"Que dias há que na alma me tem posto
um não sei quê,
que nasce não sei onde,
vem não sei como
e DÓI, não sei por quê."
(Luís Vaz de Camões)


Tá, tá, tá!!! Muito em breve hei de postar decentemente...

Sexta-feira, Março 16, 2007

Palheta humana

Fui ao mercado/padaria sob ameaça de chuva. E quem se importa?

Peguei uma esfirra pequena para a minha fome e um suco no sabor que estava ao alcance do atendente. Tava de bom tamanho!

Sorri para as pessoas que cruzaram comigo nos corredores, como quem sorri para pessoas no elevador. Ao passar por um homem que discutia ao celular ("...é, não dá mesmo pra contar com você!"), mentalizei o envio dos "meus poderes de rainbow!".

Foi quando resolvi doar, a todos que cruzavam o meu caminho, um pouco dessa energia estava sobrando: "um pouquinho pra você, outro pra você, e pra você...".

Ao passar pelo caixa, vi o valor promocional de um filme fotográfico com a tal "quarta camada de cor". Ah, mas eu duvido que ele reproduza as flores que eu via ali na entrada, com a mesma fidelidade de cores que eu conseguia enxergar.

Cores!!! E que cores eram aquelas das frutas e das verduras que me enchiam os olhos? Sei lá!

Ou melhor, sei sim: eram COR-DE-FELICIDADE.

Segunda-feira, Março 12, 2007

Ditados: blah!

Sim, concordo:
(enquanto) os olhos não vêem
(e os ouvidos não ouvem),
o coração (vai fingindo que) não sente...

Sexta-feira, Março 09, 2007

Não vejo luxo, nem lixo: vejo nicho.

Há alguns meses todos nós, paulistanos ou não, acompanhamos as notícias de supostas bombas colocadas nas lixeiras das estações do Metrô de São Paulo. Digo supostas porque eu não tomei conhecimento de que alguma maleta suspeita, de fato, contivesse o artefato (fica aqui o espaço para quem tiver informações que me contradigam).

De qualquer forma, as lixeiras que ficavam nas plataformas das estações foram retiradas "por medida de segurança", conforme me disse um funcionário da companhia. Pois é, enquanto nos Estados Unidos foi
criada uma ação para "tranquilizar" a população a respeito do medo de bombas no mobiliário urbano, aqui as ações reforçam os nosso pânico.

Mas o que fico me perguntando é se realmente se faz necessária essa atitude drástica, radical. Tudo bem que
em Londres é assim, e talvez em outras metrópoles pelo mundo também seja. Mas eu nunca estive Londres, não conheço os britânicos e não sei se eles seguem a "etiqueta" que consta do link acima.

O que sei é que aqui, em São Paulo, poucas são as pessoas que se predispõem a carregar consigo o "lixo imediato" (papéis de bala, embalagens de salgadinhos, latinhas de refrigerante, etc.), até encontrarem a lixeira mais próxima.

(* a intenção é colocar uma imagem aqui)

O resultado é o que se vê nestes dois exemplos, flagrados na Estação Sé há exatamente uma semana (se eu dissesse "há dois dias" ou "ontem" não faria diferença porque continua tudo igual).

(** só peço um pouquinho de paciência!)

Diante da situação (que me incomoda, e muito!), comecei a pensar em outras alternativas. Sei lá, poderiam colocar ao menos uma lixeira, grande, em cada extremidade da plataforma, monitorada pela câmera que já existe lá. Ou, talvez, colocar lixeiras transparentes em substituição às anteriores. Bom, mas aí eles falariam de "custos"...

Enfim, o fato é que por um lado, temos o lixo que sempre será "produzido" nesses locais (ou o que dizer sobre a existência de máquinas de refrigerantes, salgadinhos e afins instaladas na própria plataforma?). Por outro, temos a ausência das lixeiras aliada a um "pouquinho" de falta de bom senso por parte dos usuários (não posso culpá-los totalmente). Epa! Espere aí! Eureca!!!! Distribuição de sacolinhas aos usuários!

Pensem comigo: as pessoas ficariam "felizes" por estarem "colaborando" com a limpeza do metrô. A companhia também ficaria "feliz" porque diminuiriam as críticas referentes ao assunto e, de quebra, ainda levariam aqueles títulos bonitos de "responsabilidade social", "ação cidadania" e coisas do tipo. Ah, mas quem ficaria feliz mesmo, de verdade, seriam as empresas patrocinadoras, com suas marcas estampadas nas sacolinhas carregadas pelas mãos de milhões de paulistanos, de cá pra lá, de lá pra cá...

É... Talvez esteja aí um novo lixo, digo, nicho pro setor de mídia.


Fotos (que ainda não consegui baixar) by Emerson Soares

Destilando meu veneno...

O mundo dá mesmo voltas, não é?

Ou, o que dizer de Amanda Acosta, aquela que can(gri)tava "Cola o teu pezinho no meu, pra ver se coooola..." ao lado de Juninho Bil, no Trem da Alegria, e que depois tentou carreira de atriz e fez uma novela na Globo, sendo vista ultimamente em comerciais de margarina?

Pois é, a moça agora é a estrela do espetáculo musical "My fair lady", onde viverá a personagem que, no cinema, foi vivida por nada mais, nada menos que Audrey Hepburn!!!!!

Quem te viu e quem te vê...

Terça-feira, Março 06, 2007

Desclass(E)ficada

(Eu tenho um amigo que vive dizendo "Olha a classe!", quando alguém da turma perde a compostura ou está a um passo de cometer um vexame. E foi dessa frase que eu me lembrei quando comecei a escrever esse post...rs)

Pois então, sem disponibilizar de grana e sem a mínima habilidade para customização, a forma que encontrei para "renovar" meu guarda-roupa foi vasculhar o próprio, em busca de peças das quais eu já nem me lembrava mais!

E pega a batinha nova + a calça boca-de-sino-que-ganhou-da-irmã-e-que-nunca-me-serviu (mais que hoje entrou!, ou melhor, abotoou!) + a sandália-plataforma-que-não-usava-há-séculos (mas lavou, tá nova!). Pronto. Saí de casa parecendo uma hippie "original" (os hippies atuais não têm o mesmo "glamour" dos setentistas, rs).

Mas foi só chegar ao trabalho para que o Universo, mais uma vez, mandasse recados de que não conspira ao meu favor quando o assunto é "vestir-se de menina":

1) Meu brinco quebrou (madrepérola o c*r*lh*, hein, tia da barraquinha da Paulista?). Quatro reais no lixo! Mas tudo bem, ia desencadear a alergia mesmo...

2) Falando em alergia que faz coçar a orelha, de um ano pra cá, ela também resolveu se manifestar na minha barriga, o que me obriga a forrar os botões de todas as minhas calças. Mas como a que eu estava usando era "nova"... Elaiá!

3) (essa é a parte "mais legal!") Minha sandália - a que eu não usava há séculos e lavei e sequei pra ficar bonitinha - resolveu se desintegrar. É, isso mesmo, começou a se desmanchar, esfarelar, ou como você preferir.

Enfim, saí do trabalho direto pruma loja de sapatos.

"Posso calçar já, moça?"
"Claro! Quer que eu guarde a sua na caixa?"
"Não, pode jogar no lixo, por favor!"

Bem, não sei se rio me lembrando da cara de interrogação dela, ou se choro, com saudade do meu bom e velho Bamba...

Sexta-feira, Março 02, 2007

Pequenismo

Medo.
É só o que eu sinto.
E ele é tão grande e invasivo,
que hoje me fez sentir pequena.
Porque eu tenho "os maiores problemas do mundo!",
mas é uma garota de 13 anos que não poderá mais andar.
Medo!

(já tinha dito algo parecido aqui)

Quinta-feira, Março 01, 2007

100 filhos?!?!?

Mais uma do filho da minha chefe...

Segundo ela, outro dia ele chegou em casa dizendo que queria ter cem filhos!
"Cem filhos, Mike?"
"É mãe, cem filhos!"

Passadas algumas semanas, ele muda de idéia:
- Mãe, eu tava pensando, eu não quero mais ter cem filhos não...
- Ah, não? E quantos você quer ter então?
- Só cinco!
- (risos) Cinco, Mike? É uma grande diferença! Mas me diz uma coisa, por que você não quer mais ter cem filhos?
- Ah, porque ia dar muito trabalho pra eu me lembrar dos nomes de todos eles...

Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Estômago vazio

...daí que eu cheguei lá,
naquele ponto,
na Paulista:
cheiro de Mc Donald´s,
cheiro de nós dois,

fome de você...

Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

FORA DO AR!


VOLTAREMOS EM BREVE!!!

(Sugerimos que você visite o menu ao lado e assista às reprises dos seus programas favoritos!)

Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

CIRURGIA CARDÍACA

Mais um fim de semana pensando com seus botões e eis que estava decidido: faria ela mesma a cirurgia. Não havia mais como adiar a retirada do abcesso. Abcesso não: objeto. De desejo.

(...)

Já havia acontecido antes, mas a operação anterior fora mais simples: abrir, tirar, fechar. Pontos. O que não fora percebido, no entanto, é que simultaneamente à saída de um, houve a entrada daquele-aquilo outro. Que a princípio não incomodou (e não é que a dor aliviou?). E por ali resolveu ficar...

Mas como é sabido, qualquer objeto estranho ao organismo acaba, mais dia menos dia, sendo expelido por este. E quando dificulta "o processo natural das coisas", causa a inflamação e, em conseqüência desta, a dor.

(...)

Não, ela não teria mais forças para suportar o desconforto. Sendo assim, tratou de preparar o ambiente.

Ligou o som e selecionou a faixa 8 do seu cd verde: The Killing Moon (Echo & The Bunnymen). Olhou para o seu case com certa ternura e colocou-o numa caixa de papelão. Levou-a até o quintal e cobriu-a de álcool. Ateou fogo. Começou a chorar.

Foi para o quarto e pôs-se diante do espelho. Viu seu rosto manchado de rímel. Sentiu pena de si. Quis morrer.

Cobriu o espelho com um pano qualquer, de modo que não pudesse ver nada acima da linha do seu pescoço. Desabotoou os dois primeiros botões da blusa que vestia. Respirou fundo e, sem titubear, cravou suas unhas vermelhas no próprio peito. Com algum esforço e sem nenhum cuidado, dilacerou a pele que a separava do órgão inflamado.

Já na segunda repetição do refrão da música, sentiu a ponta dos seus dedos tocarem algo pulsante. Em lágrimas, respirou fundo novamente e, agora com um esforço maior e tomada pela dor, fincou suas unhas até alcançar o que ali havia ido buscar.

Prendendo-o entre seus dedos, pôs-se a respirar pausadamente a fim de tomar fôlego para a parte mais difícil: a retirada do objeto por completo. Ao sentir-se pronta, começou a puxá-lo. E pu...xá-lo, e...(aaggh)pu...xá-lo. "Nossa!", exclamava em pensamento, sem entender ao certo o que acontecia. O objeto parecia estar preso, como se tivesse desenvolvido garras e estas estivessem fincadas às paredes laterais de seu coração.

E, como a dor ficasse cada vez mais forte, ela resolveu olhar pelo espelho. De fato, o objeto não saía sozinho e, na mesma proporção em que ela se esforçava para retirá-lo, ele trazia consigo pedaços de carne, de artérias e até mesmo outros "objetos", benignos, esquecidos por lá.

Por um instante ela ameaçou pesar as conseqüências da retirada desses excessos... Mas não quis saber. Já havia chegado até ali e menos de 10 centímetros a separavam do alívio. E assim o fez.

Exausta, jogou-se sobre a cama, e pôs-se a olhar para o objeto pela última vez. Assim como também para tudo o mais que ele trazia consigo. Sentiu uma ponta de arrependimento.

Ela sabia que a cicatrização não iria demorar.
E logo não haveria dor,

nem desconforto,
nem incômodo algum. Mas também não haveria sentido.

Em seu lugar, somente o vazio.

"...You give yourself to him...
La la la la la la..."

Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007

CADA CABEÇA UMA SENTENÇA: O futuro chegou!

Eu nem me dei conta disso, mas as empresas já trataram de se adaptar.

Há alguns anos, enquanto ainda cursava o Técnico em Administração, eu ouvia do meu professor de Marketing que o futuro das empresas dependeria da atenção que elas dariam ao seu cliente, e que este, cada vez mais exigente, seria fiel a quem lhe tratasse com exclusividade.

Daí vieram todos aqueles blábláblás: trate-o pelo nome, crie cartões fidelidade, tenha um sistema de vendas que permita buscar rapidamente sua última compra, suas preferências por este ou aquele produto ou serviço, com que freqüência o consome... e assim por diante. Eu só não imaginava que a coisa fosse evoluir tanto!

Anteontem, na hora do almoço, fui ao Shopping Iguatemi, na C&A, pagar uma fatura. Tão logo entrei na loja, comecei a ouvir "Enjoy the silence", do Depeche Mode. Isso, assim mesmo: eu entrei, eles colocaram o som. E eu, que aaaaamo essa música, pensava com meu meio-sorriso "Puxa, eles sabem que eu estou aqui!". Me senti especial!

Ontem à noite, ao sair do trabalho, fui até a C&A da 24 de Maio, desta vez para comprar um celular. Adivinhem o que aconteceu no exato momento em que entrei na loja?

A princípio me assustei, mas logo me vieram à mente as aulas de marketing, os filmes de ficção, e deu-se início às minhas viagens de sempre...

"Igual a Minority Report! Eles identificam minha íris, que deve ter sido gravada pela primeira vez durante a quase 1 hora que passei na fila do caixa na véspera do Natal. Mas espere aí! E como sabem que eu gosto desta música? Nossa! Quer dizer então que além de tudo as empresas estão se relacionando, compartilhando dados? Que máximo! Então é por isso que existem aquelas longas filas na porta da balada também? Deve ser! Assim dá tempo de gravar a "impressão ocular" de todos. E o strobo na verdade é um decodificador, que grava nossas reações a cada música, e manda os dados pro sistema. Claro! É isso! Daí que eu entro na loja, minha íris é lida, e eles criam o ambiente pra mim! Como não pensei nisso antes!"





* Bom, a julgar pela idiossincrasia que cerca o gosto musical das pessoas e que torna tudo isso inviável, que fique claro que eu só tava mesmo era curtindo com a cara da Baladeira...(risos).

CADA CABEÇA UMA SENTENÇA: Você acredita em sinais?

Sim, eu acredito em sinais. Confesso que às vezes até os invento (rs), mas enfim, sou frustrada por não saber decodificá-los...

Anteontem, por exemplo, na hora do almoço, fui até a C&A do Shopping Iguatemi pagar a minha fatura. Assim que pus os pés na loja, o som ambiente me deu as primeiras notas de "Enjoy the silence", do Depeche Mode. Fiquei lá, "bizoiando" a nova coleção e curtindo a música.

À noite, voltando da facul, eu estava literalmente largada num dos bancos da lotação, perdida nos meus pensamentos, quando comecei a perceber que a música tocando ao fundo de toda aquela bagunça era o meu "hino 2007" (aquela musiquinha melancólica da Pitty que eu já citei aqui).

Tudo bem.

Ontem, ao sair daqui, fui até a C&A do centro, atrás de um celular. Assim que pus os pés na loja... Sim, "Enjoy the silence", de novo! Sensação "Déjà vù" mas enfim, num dia era dia, no outro era noite... Só uma coincidência estranha!

Mais tarde, na lotação, a caminho de casa..."E não adianta nem me procurar...".

E eu, que já estava quase cochilando, me pus a ficar tentando achar explicação pra essas coisas...

Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

Eu não acredito em propaganda!!!

Ainda bem...

Já pensou se eu acreditasse em tudo o que passa no intervalo comercial?

Aaaaah... Eu ia querer ser igual à Ivete Sangalo!

Eu ia encher a pança de Nova Schin todo dia, mas continuaria em forma tomando o meu Corpus...

Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007

Mais difícil que o segredo de Tostines!

Você cria um blog porque quer que as pessoas saibam o que você pensa e sente.

E então, você não escreve tudo o que pensa e sente porque sabe que as pessoas vão ler.

Vai entender...

Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

Você tem um criado-mudo?

Eu tenho um. Quero dizer, acho que tinha...

É que eu não sei se ele vai continuar "mudo" depois de eu ter tornado pública a nossa intimidade na coluna "Criado-Mudo" do Clube Online (site do Clube de Criação de São Paulo - CCSP).

O resultado você confere clicando na imagem:


Desde já o "nosso" obrigada ao CCSP e aos leitores que passaram por lá ou por aqui!

:-D

Minha neurose continua...

Hoje, pela manhã, quando o metrô parou na estação Bresser-Mooca, notei uma latinha de Coca-Cola Light Lemon rolando pela plataforma.

Os transeuntes, em sua maioria, passavam por ela sem enxergá-la, na pressa de entrar no vagão que já apitava em sinal do fechamento das portas. No trem que seguia no sentido oposto, no entanto, pude ver algumas pessoas na janela observando a dança daquele objeto de alumínio.

E o vento a levava...
E o vento a trazia...
...e nada da latinha cair nos trilhos!!!!

Inevitavelmente minha mente "pseudo-guerrilheira" pôs-se a viajar e, até agora, nada me tira da cabeça que havia uns fiozinhos de nylon por ali...


(Algo parecido aconteceu aqui)

Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

Contradição

Sempre me soube notívaga, muito antes de saber a existência de tal vocábulo.

Quando criança, por diversas vezes ouvi meu pai gritar "Vai dormir, menina! Parece que troca a noite pelo dia!". Eu achava graça e escondia meu sorriso tímido num olhar cabisbaixo, num silencioso consentimento.

Contraditoriamente, me lembrei disso hoje, pela manhã, no caminho para o trabalho. Primeiro, ao atravessar a passarela que liga a Estação Anhangabaú ao Terminal Bandeira, observei uns fachos de sol reluzindo no topo de alguns prédios. Depois, a luz quente invadindo meu rosto, tão logo sentei-me junto à janela do ônibus. E este, por fim, ao sair do túnel sob o MASP e tomar velocidade no corredor da 9 de Julho, provocou o vento, que veio tirar satisfação justamente comigo! Ah, não pensei duas vezes! Dei-lhe a minha cara pra bater, mas não sem antes deixar-lhe um intimato: "Ó, conversa com o meu cabelo!". Eita briga boa!

Há poucos minutos, já no ambiente claustofóbico, surgiu-me uma dúvida: se eu estiver me tornando o antônimo de notívaga, como devo ser chamada? De "dívaga"?

Até faria sentido, afinal, já estou divagando mesmo...

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

Uma Ice e algumas Malzebiers depois...

...e não é que ainda consegui me lembrar de alguma coisa!

"Eu já disse pra elas (as pernas) pararem, mas elas não param! Páááára!!!!"

"Meu, você ficaria orgulhosa de mim! Levei três foras hoje, mas tô mó feliz!"

"Eu gosto é de b*c*taaaaaaaaaaaaaaa!!!"

"- Você disse que tinha passado... Então você mentiu pra mim!
- Não! Eu menti foi pra mim..."

"- Ela tá com uma flor daquela no cabelo... como é que é... Aquela flor de Adão, da novela...?
- A flor do Jorge Tadeu!
- Isso!
- Copo-de-leite!
- É, isso, copo-de-leite!
- Mas péra ae! Aquela flor também tem uma versão vermelha...E a vermelha é copo do quê?!?!

- É gente, não é copo-de-leite, é lírio!
- Isso, lírio!
- Não gente, lírio é mais delicado... Acho que não é...
- Eu sei! É vitória-régia!"

Um findi sem TV!!!

Devia ter ouvido esse meu pensamento quando, depois de um dia inteiro off, ligo a TV.

Fantástico! Não o programa, mas a primeira notícia que me chamou a atenção: "
Menino chinês de 4 anos mata 443 frangos com grito". Não acredita? Confira aqui!

Algum tempo depois, o Dr. Dráuzio
entrevista um grupo de mulheres acima de 60 anos. Assunto? Sexo.

Uma senhora, ao lado do marido, assume que nunca teve um orgasmo na vida. E o coitado lá, do lado dela, calado, tendo a câmera enquadrando seus olhos, capturando com um super-zoom uma possível lágrima que estivesse prestes a rolar... Que sessão tortura!

E ainda acreditam que a gente vá se espantar com o "mapa" do aquecimento global...

Saudade dos tempos em que se podia "virar o disco"...

É, a porra da música voltou a ecoar. Merda!
Quando é que isso vai passar?!?!?

Terça-feira, Janeiro 23, 2007

USE seu dentista regularmente!

Pelo menos é o que eu entendo ao ouvir, no novo filme do creme dental Sensodyne, a Malu Mader dizendo:

"Agora, além do dentista, eu também uso e recomendo Sensodyne Vitaminas".

Usa e recomenda, ou seja, ainda espalha pras amigas!!! Hahahaha... (infinito)

Pois é, como se ouve diariamente na última cena da novela de Manoel Carlos: "vou te contaaaaar...".

Affff!

Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Deixa o salto pra Gisele Bündchen!

Sabe, sábado cheguei à conclusão de que não basta "querer ser" mulher: é necessário ter o universo conspirando a favor.

- Miga, pra onde a gente vai hoje?

- Não sei... você tá a fim de sair?!?
- Querida, você não tá entendendo: hoje eu fiz depilação, as unhas, cortei o cabelo e a escova só dura até amanhã. PRE-CI-SO sair!!!!
- Rs...
- Então, vamo prum lugar onde a gente possa ir bem "peruinha". Tô a fim de subir no salto hoje!

Meia hora depois descubro que nenhuma saia combina com "aquela" sandália que eu queria. E as calças têm barra arrastando no chão. E não dá pra dobrá-las porque têm pernas largas. E as que têm pernas justas, ressaltam os culotes. E as batas que os disfarçam, estão pra lavar. A que está limpa, não combina com "aquela" sandália. Mas combinaria com o tênis, se ele não estivesse de molho...

Uma hora e meia depois:

a blusa de sempre,
o jeans de sempre,
o tênis da irmã caçula.
Mas a bolsa era nova. Ah, e o cabelo também!
E isso, consideravelmente, já era alguma coisa.

Sexta-feira, Janeiro 19, 2007

MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO (agora sim, tô falando do filme!)



(muito em breve o terceiro post, que encerra a "trilogia")

Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

MAIS estranha É a minha imaginação!

(...)

E lá estava ele, o sujeito com cara de nerd, medindo a altura da xícara com a ajuda de uma régua, em cima da mesa do escritório, em meio a toda aquela papelada empilhada. Ele faz anotações milimétricas no seu bloco de papel repleto de rabiscos indecifráveis (mas passível de ser aberto por ele na exata página do que procura). Então ele se volta para o computador, à sua direita, e se lança num site de busca à procura da altura exata do Edifício Itália (um dos mais altos da cidade).

O passo seguinte é encontrar a calculadora que há de estar sob a pilha de papéis (já que ele nunca soube ao certo como utilizar-se das ferramentas do Windows). Com a posse desta e a habilidade de um caixa de supermercado dos anos 80 (!), ele faz seus cálculos mirabolantes e chega ao resultado final. Anota os dados num post-it, colando-o em seguida na parte superior do seu monitor.

Orgulhoso, reconforta-se em sua cadeira com as mãos cruzadas atrás da nuca. As pernas estão esticadas embaixo da mesa.

(...)

Aos poucos seu meio sorriso dá lugar ao habitual franzimento da testa. O olhar questionador passeia pela sala, mas logo volta à mesa, à xicara. Xícara de porcelana, branca, cor de leite. Leite! Há quanto tempo ele não tomava um copo de leite? E quantos já haveria tomado ao longo de sua vida?

O sujeito descruza os braços, ajeita-se na cadeira, arregaça as mangas. Mais um post-it. Desta vez a anotação é breve. Ele resolve tomar um gole de café. O café esfriou. O expediente acabou.

Desliga o computador, ajeita o terno que que veste o encosto da cadeira, pega a pasta. Antes de sair, uma olhada naquele post-it para relembrar a pauta do dia seguinte: LEITE.

Antes de apagar a luz, um beijo no porta-retrato que tem a foto da mãe. Afinal, foi ela quem fez promessa pra que ele passasse no concurso.

(...)

MAIS estranho QUE a minha imaginação!

"Para um bolo do tamanho da cidade de São Paulo, são necessárias quantidades imensas de ingredientes. Se as xícaras de farinha utilizadas fossem empilhadas, a altura atingiria seis vezes a do Edifício Itália, de 44 andares. A massa terá 1.503kg de farinha (o equivalente a 12.604 xícaras de chá); 644kg de margarina (o equivalente a 1.288 potes grandes de 500 gramas); 82kg de fermento em pó; 13.202 ovos (a produção média de 7.520 galinhas em um dia); 1.150 litros de leite (um adulto que tome 1 copo de 250ml por dia levaria mais de 4,6 mil dias - doze anos e sete meses - para consumir essa quantidade); e 55kg de côco ralado (o equivalente a 140 côcos frescos."
("Senai fará o bolo do Aniversário de São Paulo",Metrô News, 17/01/07)

Diante desta notícia de tamanha relevância, me pergunto: QUEM DIABOS PERDE TEMPO FAZENDO ESSES CÁLCULOS MALUCOS????

Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Promotoras distribuem Red Bull nas imediações da "cratera"


Era pra ser só um comentário no "Guerrilha", sobre a polêmica ação da Red Bull divulgada ontem pelo Estadão Online (fotos). Mas, pra variar, acabei postando...


"Aproveitando-me do comentário da Jess (humor negro): "Red Bull te dá aaaaaaaasas", então deveriam ter chegado antes da tragédia!!!!

AGORA, FALANDO SÉRIO, este é o risco que se corre ao desenvolver uma "ação de oportunidade". Em casos assim, o tempo é o do pensamento, e pensar muito pode resultar na perda "daquele" momento. Então, o que fica é a sensação de que o
brainstorm
ganhou pernas e seguiu sozinho em direção à mídia. É um risco!

No caso da polêmica acima, o tempo de elaboração da estratégia deve ter sido o mesmo de duração da tragédia: relâmpago! Pensou-se no
target
("...pessoas em situação de cansaço físico e mental.") e na visibilidade da marca (e não é que toda a imprensa está lá??). E talvez, ainda, quem sabe, houve a preocupação de se tecer uma imagem "humanitária"...

O fato é que (sem trocadilhos) ultrapassaram os limites da área de risco, neste caso, o bom senso.

E, tratando-se de um período em que "adolescentes-internautas-ofendidos" se vêem no direito de exigir até a demissão de uma apresentadora na porta de sua emissora...

Bem, eu não sei quem foram os idealizadores da campanha, mas sugiro que comecem a preparar o discurso
!"

Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

Refrão

Sabe o que é passar dias com um refrão ecoando na cabeça, e ficar cantalorando este irritantemente (até mesmo pra você, rs), já que não sabe o resto da letra?

Pois bem, resolvi buscar o restante. Mas antes não o tivesse feito...

(...)


Na sua estante
(Pitty)


Te vejo errando e isso não é pecado
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar

Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícia
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar

Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar...

Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

CHORÓDROMO - Alguém já pensou nisso?

Ontem saí do trabalho com uma puta angústia, com a cabeça explodindo e uma insuportável (e quase incontrolável) vontade de chorar. Sabia que chegando em casa o faria, e teria que ficar respondendo com uma porção de "Não foi naaaada..." a quem viesse me atormentar com perguntas.

Cogitei descer do ônibus e ir ao cinema. Lá é escuro e as lágrimas poderiam rolar tranqüilamente. "Mas e os soluços?", pensei. Sim, eu necessitava explodir num choro daqueles barulhentos, "regados" a fungadas nojentas e tudo o mais. "Assisto a um drama!", eurecava minha mente, para em seguida me lembrar de que já assisti a todos os dramas convicentes em cartaz na cidade.

"Aaaaaaaaaaaaaaah, caralhooooooooooooooo!!!!"

E foi então que pensei no (CREIO EU!!!!) impensável: o CHORÓDROMO!!!!

Pensem comigo: há inúmeros lugares pra gente rir, se divertir, estravasar. Bares, cinema, teatro, parques... Vc até pode estar na fossa e ir com a intenção de "curtí-la", por assim dizer, mas o que quer, na verdade, é se distrair, fingir que a dor não existe. Minha proposta, no entanto, seria a do aceitamento desta, ou seja, a cutucada na ferida pra tirar o abcesso que está láááááá dentro.

O "serviço" seria prestado por meio do aluguel de cabines (como as "privê"), por períodos previamente determinados. Em cada uma das cabines haveria, como cortesia, água e lenços de papel. Com o tempo, como todo e qualquer "novo" serviço, a demanda seria maior que a oferta, e as pessoas ficariam numa sala de espera, aguardando a sua vez para chorar. O que não seria bom pa