O dia ontem não foi dos mais fáceis. Pudera, ele já começou todo errado!
Ao entrar em um dos vagões do metrô, já com a certeza habitual de que não encontraria assento vago, deixei a mochila em um ombro só e permaneci de pé, braços para o alto, no balaústre.
À minha frente, duas senhoras sentadas no banco cinza. Uma delas sorri pra mim e faz um gesto qualquer, que entendo como sendo um pedido para segurar a minha mochila. Eu agradeço, sorrindo, dizendo não ser necessário.
Tento voltar aos meus pensamentos quando a percebo de pé, fazendo sinal para que eu me sentasse. "Oh, God! É isso mesmo que eu tô pensando?". Sim, era.
- Não, obrigada!
Ao entrar em um dos vagões do metrô, já com a certeza habitual de que não encontraria assento vago, deixei a mochila em um ombro só e permaneci de pé, braços para o alto, no balaústre.
À minha frente, duas senhoras sentadas no banco cinza. Uma delas sorri pra mim e faz um gesto qualquer, que entendo como sendo um pedido para segurar a minha mochila. Eu agradeço, sorrindo, dizendo não ser necessário.
Tento voltar aos meus pensamentos quando a percebo de pé, fazendo sinal para que eu me sentasse. "Oh, God! É isso mesmo que eu tô pensando?". Sim, era.
- Não, obrigada!
- Vai, querida, senta!
- Errr... não precisa, imagina!
- Ué, mas você não tá gravidinha?
- ...não!
- Errr.. mas parece!
Começo a procurar um buraco no chão. Ela continua:
- São essas batinhas, né filha, que fazem isso com a gente.
Eu sorrio amarelo.
Ela me pede desculpas, vermelha.
E as pessoas em volta permanecem roxas. De vergonha. Vergonha alheia. E duplamente.
- São essas batinhas, né filha, que fazem isso com a gente.
Eu sorrio amarelo.
Ela me pede desculpas, vermelha.
E as pessoas em volta permanecem roxas. De vergonha. Vergonha alheia. E duplamente.
2 comentários:
Oi Lu,
Obrigada por visitar meu blog e flando nisso adreio seu, vc escreve muito bem e aind é engraçada.
bjs.saudades
Você só esqueceu de mencionar que ela era uma ceguinha.
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